Rádio Hinos Inspirados


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O PROFETA





PROFETA
[Do heb. Navi; do Gr. Prophetes]
No Antigo Testamento, era a pessoa devidamente vocacionada e autorizada por Deus para falar por Deus e em lugar de Deus (Ez 2.1-10). O profeta era um mestre incontestável quando sob a inspiração do Espírito Santo. Porta-voz oficial da divindade, sua missão era preservar o conhecimento divino e manifestar a vontade do Único e Verdadeiro Deus. Os que hoje detêm o dom profético, não mais possuem a autoridade e as prerrogativas dos mensageiros divinos dos tempos bíblicos. Nesta dispensação, o dom profético tem como função exortar, consolar e edificar o povo de Deus; jamais modificar artigos de fé, alterar doutrinas ou trazer novas revelações (1Co 14.26-40; Ap 22.18,19).

PROFETA
prophetes (προφήτης), “aquele que fala antecipadamente ou abertamente”, “proclamador de mensagem divina”, denotava entre os gregos um intérprete dos oráculos dos deuses. Na Septuaginta, é a tradução da palavra rôeh, “vidente” (1Sm 9.9), indicando que o “profeta” era aquele que tinha intercurso imediato com Deus também traduz a palavra nãbhî, que significa “qualquer um em quem a mensagem de Deus emana” ou “aquele a quem qualquer coisa é comunicada secretamente”. Por conseguinte, em geral, o “profeta” era a pessoa em quem o Espírito de Deus descansava (Nm 11. 17-29), alguém, a quem e por quem Deus fala (Nm 12.2; Am 3.7,8). No caso dos profetas do Antigo Testamento, suas mensagens eram em grande parte a proclamação dos propósitos divinos de salvação e glória a serem realizados no futuro; o “profetizar” dos “profetas” do Novo Testamento era uma pregação das deliberações divinas da graça já realizadas e a predição dos propósitos de Deus no futuro. No Novo Testamento, a palavra é usada acerca de: (a) os “profetas do Antigo Testamento” (e.g. Mt 5.12; Mc 6.15; Lc 4.27; Jo 8.52; Rm 11.3); (b) os “profetas em geral” (e.g. Mt 10.41; 21.46; Mc 6.4); (c) “João Batista” (Mt 21.26; Lc 1.76); (d) os “profetas nas igrejas” (e.g. At 13.1; 15.32; 21.10; 1Co 12.28,29; 14.29,32,37; Ef 2.20; 3.5; 4.11); (e) “Cristo, como o Profeta antes prometido” (e.g. Jo 1.21; 6.14; 7.40; At 3.22; 7.37), ou, sem o artigo e sem referência ao Antigo Testamento (Mc 6.15; Lc 7.16); em Lc 24.19, é usado com a palavra aner , “homem” (Jo 4.19; 9.17); (f) as “duas testemunhas” que ainda vão se levantar para cumprir propósitos especiais (Ap 11.10,18); (g) o “poeta cretense Epimênides (Tt 1.12); (h) por metonímia, os “escritos dos profetas” (e.g. Lc 24.27; At 8.28).
Pseudoprophetes (ψευδοπροφήτης) , “falso profeta”, é usado acerca dos tais: (a) no Antigo Testamento (Lc 6.26; 2Pe 2.1); (b) no período presente desde o Dia de Pentecostes (Mt 7.15; 24.11,24; Mc 13.22; At 13.6; Jo 4.1); (c) com referência ao falso “profeta” destinado a surgir como partidário da “besta” ao final desta era (Ap 16.13; 19.20; 20.10 [também descrito como a “outra besta”, Ap 13.11]).

PROFETAS. Os profetas eram homens que falavam sob o impulso direto do Espírito Santo, e cuja motivação e interesse principais eram a vida espiritual e pureza da igreja. Sob o novo concerto, foram levantados pelo Espírito Santo e revestidos pelo seu poder para trazerem uma mensagem da parte de Deus ao seu povo (At 2.17; 4.8; 21.4).
(1) O ministério profético do AT ajuda-nos a compreender o do NT. A missão principal dos profetas do AT era transmitir a mensagem divina através do Espírito, para encorajar o povo de Deus a permanecer fiel, conforme os preceitos da antiga aliança. Às vezes eles também prediziam o futuro conforme o Espírito lhes revelava. Cristo e os apóstolos são um exemplo do ideal do AT (At 3.22,23; 13.1,2).
(2) A função do profeta na igreja incluía o seguinte: (a) Proclamava e interpretava, cheio do Espírito Santo, a Palavra de Deus, por chamada divina. Sua mensagem visava admoestar, exortar, animar, consolar e edificar (At 2.14-36; 3.12-26; 1Co 12.10; 14.3). (b) Devia exercer o dom de profecia. (c) Às vezes, ele era vidente (cf. 1Cr 29.29), predizendo o futuro (At 11.28; 21.10,11). (d) Era dever do profeta do NT, assim como para o do AT, desmascarar o pecado, proclamar a justiça, advertir do juízo vindouro e combater o mundanismo e frieza espiritual entre o povo de Deus (Lc 1.14-17). Por causa da sua mensagem de justiça, o profeta pode esperar ser rejeitado por muitos nas igrejas, em tempos de mornidão e apostasia.
(3) O caráter, a solicitude espiritual, o desejo e a capacidade do profeta incluem: (a) zelo pela pureza da igreja (Jo 17.15-17; 1Co 6.9-11; Gl 5.22-25); (b) profunda sensibilidade diante do mal e a capacidade de identificar e detestar a iniqüidade (Rm 12.9; Hb 1.9); (c) profunda compreensão do perigo dos falsos ensinos (Mt 7.15; 24.11,24; Gl 1.9; 2Co 11.12-15); (d) dependência contínua da Palavra de Deus para validar sua mensagem (Lc 4.17-19; 1Co 15.3,4; 2Tm 3.16; 1Pe 4.11); (e) interesse pelo sucesso espiritual do reino de Deus e identificação com os sentimentos de Deus (cf. Mt 21.11-13; 23.37; Lc 13.34; Jo 2.14-17; At 20.27-31).
(4) A mensagem do profeta atual não deve ser considerada infalível. Ela está sujeita ao julgamento da igreja, doutros profetas e da Palavra de Deus. A congregação tem o dever de discernir e julgar o conteúdo da mensagem profética, se ela é de Deus (1Co 14.29-33; 1Jo 4.1).
(5) Os profetas continuam sendo imprescindíveis ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeitar os profetas de Deus caminhará para a decadência, desviando-se para o mundanismo e o liberalismo quanto aos ensinos da Bíblia (1Co 14.3; cf. Mt 23.31-38; Lc 11.49; At 7.51,52). Se ao profeta não for permitido trazer a mensagem de repreensão e de advertência denunciando o pecado e a injustiça (Jo 16.8-11), então a igreja já não será o lugar onde se possa ouvir a voz do Espírito. A política eclesiástica e a direção humana tomarão o lugar do Espírito (2Tm 3.1-9; 4.3-5; 2Pe 2.1-3,12-22). Por outro lado, a igreja com os seus dirigentes, tendo a mensagem dos profetas de Deus, será impulsionada à renovação espiritual. O pecado será abandonado, a presença e a santidade do Espírito serão evidentes entre os fiéis (1Co 14.3; 1Ts 5.19-21; Ap 3.20-22).

Profetas. A profecia é exercida no ministério cristão como "dom de Cristo" e, também, como "dom do Espírito" (1Co 12.10). É preciso distinguir a função segundo a fonte do dom. Se o dom é ministerial, a função difere do dom do Espírito quanto à finalidade da profecia. Em nossos dias, esse dom existe, mas não é reconhecido. Na Igreja primitiva, os profetas exerciam um ministério de exortação à Igreja (At 13.1-2; 15.32). Entretanto, como dom do Espírito, tinha um caráter especial de edificação, exortação e consolação (1Co 14.3).


COMENTÁRIO:

Quando o profeta falar em nome do Senhor e tal não se cumprir, nem suceder assim, esta é a palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou o profeta; não o temerás (Dt 18.22)”. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada um como quer (1Co 12.11)”.

O dom espiritual da profecia é uma dotação ou concessão especial e sobrenatural pelo Espírito Santo, de capacidade divina sobre o crente, para serviço especial na execução dos propósitos divinos PARA e ATRAVÉS da Igreja. Note que é DOTAÇÃO DIVINA e não algo tipo, achar bonito e fazer também! Quem recebe os dons de D’us, a primeira coisa a fazer, é procurar conhecer o que a Palavra ensina sobre o exercício dos dons. Em Corinto havia abuso deles, enquanto que em Tessalônica, havia carência, por causa do refreio.

Nestes últimos dias, uma onda veio sobre a Ekklesia do Eterno como um tsunami e, com isso trazendo um problema muito sério. Denominarei esta onda de “EU PROFETIZO!”. Jesus foi bastante taxativo, deixando claro que erramos por não conhecer as Escrituras (Mt 22.29 – onde o texto trata acerca da interpretação da LEI). “Ora, a respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes* (1Co12.1)”. “A IGNORÂNCIA É A MAIOR ARMA DO ERRO”. Irei mais adiante por que não dizer também a arma preferida do Maligno? Vamos estudar gente, vamos aprender mais Bíblia e deixar o empirismo de lado. Este, sem apoio bíblico, abre margem para aberrações doutrinárias, heresias!!!

*gr. agnoeo. Ser ignorante acerca de, ou desconhecedor. Pecar, agir erroneamente.

Sabemos pelas descrições acima que o DOM (coletivo) DE PROFECIA é completamente distinto do DOM (ministerial) DE PROFETA. São manifestações divinas distintas e indispensáveis à edificação da Noiva para a Grande Comissão e a manutenção da saúde espiritual, psicológica e física desta. Explicarei no decorrer deste estudo.

A missão principal dos profetas do AT era transmitir a mensagem divina através do Espírito, para encorajar o povo de Deus a permanecer fiel”. Através desta declaração, o Pr. Donald Stamps deixa claro que PROFETIZAR não é um mero jogo de palavras para massagear o ego de alguém, fato este que temos visto e ouvido ultimamente. Claro que D’us pode sim usar o porta voz para encorajar alguém, animar, fortalecer, é o que lemos em 1Co 14.3. Mas, o que ocorre hoje Brasil afora, tem ultrapassado todos os limites da boa hermenêutica e exegese. A coisa descambou para o banal. Tornou-se visível e quase que normal encontrarmos pessoas tristes, frustradas, fracas, apáticas. Todas por um dia experimentarem as águas do mar chamado “EU PROFETIZO!”. Outra citação do Pr. Stamps é acerca do cuidado com o que se ouve, afinal, “A mensagem do profeta atual não deve ser considerada infalível. Ela está sujeita ao julgamento da igreja, doutros profetas e da Palavra de Deus”.

Acerca das verbalizações proféticas, VINE diz que o profeta é “aquele que fala antecipadamente ou abertamente”, mas isso não quer dizer que é válida a estória que se diz por aí que “falou, D’us se vira para cumprir” o que de maneira irresponsável foi dito por alguém empolgado, levado por motivações que só D’us sabe, pois Ele e somente Ele conhece o coração humano (Jr 17.10).

Temos que combater estas coisas, pois é muito sério falar o que D’us não autorizou a falar em Seu Santo Nome. Há uma canção evangélica que traz a seguinte advertência: “se D’us falou, vai cumprir, mas se D’us não falou, QUEM (grifo meu) falou vai ouvir”. Quando se adultera regras estabelecidas pelo Cânon Sagrado, corremos o sério risco de permitir a atuação de espíritos enganadores e aumentar ainda mais o problema, pois está escrito que “um pouco de fermento leveda a massa toda (1Co 5.6)”.

Conheço pessoas que por conta das águas do “EU PROFETIZO!”, hoje estão andando por aí sem rumo, e somente o Espírito De D’us para trazê-los de volta ao Caminho (Jo 16.8; At 9.2). “Quando o profeta falar em nome do Senhor e tal não se cumprir, nem suceder assim, esta é a palavra que o Senhor não falou; com PRESUNÇÃO (hb. zãdhôn, que também traz a ideia de SOBERBA, ARROGÂNCIA, ORGULHO, INSOLÊNCIA, ALTIVEZ) a falou o profeta; não o temerás (Dt 18.22)”. Estejamos atentos, pois!!!

Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas (lista nos versículos 8 a 10, incluindo o dom de profecia), distribuindo particularmente a cada um como quer (1Co 12.11)”. Com base neste texto de Coríntios, vemos que Paulo vai de encontro com outra manifestação hodierna, um afluente do mar do “EU PROFETIZO!”, o “PROFETIZA PARA...!”. Se não for pelo Espírito Santo meu amado leitor, é pelo coração do profeta, o que é perigoso, pois “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas (Jr 17.9)”.

Aliás, o que temos feito quando as verbalizações irresponsáveis não se cumprem? É fácil dizer que “não se cumpriu na vida de fulano, beltrano e cicrano por que eles não tiveram fé”. É fácil transmitir a culpa para terceiros, quando na verdade, o fator HUMILDADE deveria levar o tal profeta a pedir PERDÃO! Foi isso mesmo que você leu: PEDIR PERDÃO!!! Acontece que, geralmente quem brinca com coisa séria, de acordo com a palavra de Dt 18.22, não possui um coração completamente rendido à atuação do Espírito Santo. Então, o “vaso” passa a dar uma ajudinha a Ele, falando, vendo e sentindo o que D’us não mostrou, falou e/ou manifestou.

E falem os profetas, dois ou três, e os outros julguem (1Co 14.29)”. Quando esta atitude finalmente for absorvida pela Congregação, haverá uma manifestação mais pura e profunda do Espírito Santo, afinal, quando a barragem para conter o mar do “EU PROFEETIZO!”, for levantada, todos romperão em uníssono glorificando a D’us dizendo: O SENHOR AQUI ESTÁ!!!

Concluindo, você acha bonito profetizar? Espere D’us dar a direção, o tempo. Senão, você poderá ser achado pelo Senhor da Seara como falso profeta, mentiroso, por estar iludindo as ovelhas do Bom Pastor com ilusões. Não vá na onda dos outros. Vá na direção do Espírito de D’us e veja como é tremendo e lindo estar na dispensação dEle!!!

Lembre-se: os dons são dEle, é Ele quem usa e Ele abençoa!!!! Como disse Paulo à tão tumultuada igreja coríntia: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não da nossa parte (2Co 4.7)”. Sejamos barro e deixemos a obra com o Oleiro, em Nome de Jesus!!!



nEle, a Fonte dos Dons,

Ir. Márcio Cruz



O bronze, mesmo muito bem polido, nunca se equipara ao ouro em beleza nem valor. É sempre bronze!”...

Precisamos tremendamente do ministério profético na Igreja em nossos dias, mas do modo real e tão proveitoso como descreve o Novo Testamento!



Fontes:

· Dicionário Teológico (CPAD);

· Dicionário VINE (CPAD);

· Dicionário da Bíblia de Almeida (Sociedade Bíblica do Brasil)

· Dicionário Bíblico Hebraico/Português (Paulus)

· Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD);

· Lições Bíblicas Efésios (CPAD);

· Bíblia de Estudo Palavras Chave (CPAD);

· Novo Testamento Interlinear Grego/Português (Sociedade Bíblica do Brasil);

· Pequeno Dicionário de Línguas Bíblicas (Vida Nova);

· Léxico do Novo Testamento Grego/Português (Vida Nova);

· Títulos & Dons do Ministério Cristão (CPAD);

· Verdades Pentecostais (CPAD);

· Fundamentos Bíblicos de um Autêntico Avivamento (CPAD).



Sincerum Est Nissi Vas Quod Cum Que Infundis Acescit



Segue abaixo exemplos do que anda ocorrendo Brasil e mundo afora. Muitos desses casos estariam com seus dias contados se os líderes confrontassem o "profeta" (quem já leu a história VERÍDICA entre Jeremias e Hananias?). Mas, como isso gera ALGUN$$$, é mais cômodo tentar consertar a lambança no "Culto de Doutrina".






Realmente: “O bronze, mesmo muito bem polido, nunca se equipara ao ouro em beleza nem valor. É sempre bronze!”...


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Ir. Márcio Cruz