Rádio Hinos Inspirados


sexta-feira, 31 de maio de 2013

SACRIFÍCIO E SANGUE





"Mas Cristo, tendo vindo como sumo sacerdote dos bens já realizados, por meio do maior e mais perfeito tabernáculo (não feito por mãos, isto é, não desta criação), e não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção. Porque, se a aspersão do sangue de bodes e de touros, e das cinzas duma novilha santifica os contaminados, quanto à purificação da carne, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará das obras mortas a vossa consciência, para servirdes ao Deus vivo? E por isso é mediador de um novo pacto, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões cometidas debaixo do primeiro pacto, os chamados recebam a promessa da herança eterna".

Carta aos Hebreus 9.11-15


Canção do vídeo: SACRIFÍCIO, Ministério Amigo Íntimo.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

DISPENSAÇÃO - A OIKONOMIA DE DEUS






e de um só fez todas as raças dos homens, para habitarem sobre toda a face da terra, determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação”.
Atos 17.26

A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar aos gentios as riquezas inescrutáveis de Cristo, e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou, para que agora seja manifestada, por meio da igreja, aos principados e potestades nas regiões celestes, segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor”.
Efésios 3.8-11


DISPENSAÇÃO - O termo em português, “dispensação”, é uma tradução do grego “oikonomía”, não raro traduzido por “administração” nas traduções mais modernas. “Oikonomía” é uma justa posição de “oikos”, que significa “casa”, e “nomos”, que significa “lei”. Ela descreve o gerenciamento ou a administração dos assuntos de um lar. Doutrina originalmente elaborada por John N. Darby (1800 - 1882), líder dos Irmãos Plymouth e firmou-se por C. I. Scofield a partir de 1909 com a publicação da Bíblia de Referência de Scofield, segundo a qual a atividade de Deus na História acha-se dividida em sete dispensações. Em 1924, foi fundado o Seminário Teológico de Dallas com o propósito específico de treinar homens na Teologia Dispensacionalista.

É uma economia divina específica, um comprometimento de Deus com o homem de uma responsabilidade de desincumbir-se daquilo que Deus lhe designou. Integram o estudo das eras bíblicas, do tempo, dos tempos, dos dias bíblicos, e da eternidade e são o modo de Deus revelar-se, de tratar com o homem, de testar o estado espiritual do povo em determinado espaço de tempo. Em suma: é uma fase de prova moral. Encontramos o vocábulo equivalente à dispensação (oikonomía) no original em 1Co 9.17, Ef 3.2 e Cl 1.25. Embora, Vine diga que “uma “dispensação” não é um período ou época (uso comum, mas errôneo, da palavra), mas um modo de procedimento, um arranjo ou administração de assuntos”, o conceito de “oikonomía”, entretanto, pode dar-nos suporte para entender como a Soberania Divina trabalha em relação à Sua criação e revelar Sua Graça para com ela.

Wesley, em várias passagens de seus escritos, refere-se à obra de Deus Pai como Criador e Administrador. Como Administrador, Wesley explica: “Portanto, sempre que Deus age como Administrador, como recompensador ou punidor, não age mais como Soberano de acordo apenas com a Sua vontade e prazer; mas como juiz imparcial orientado em todas as coisas por sua justiça invariável”.

Charles Ryrie comenta: “O dispensacionalismo enxerga o mundo como um lar governado por Deus. Nesse mundo-lar, Deus delega ou administra seus assuntos conforme a própria vontade e em vários estágios ao longo do tempo. Estes estágios assinalam variadas disposições de recursos na concretização de seu propósito maior. Estas disposições são as dispensações. Compreender as diferentes disposições dos recursos de Deus é essencial para uma correta interpretação de sua revelação em meio às várias dispensações”.

As dispensações têm de ser vistas como etapas da revelação de Deus, e não como modos distintos do homem se salvar. Pois só há um meio de nos salvarmos: aceitar integralmente a Graça que nos oferece o Senhor. Em todas as dispensações, a Graça foi abundantemente dispensada. Além do que, um estudo do plano de salvação sob cada dispensação acrescenta facetas à soteorologia que nenhum sistema totalmente desenvolvido pode negligenciar.

Claro que há quem não aceite a Teologia das Dispensações (ou parte delas), porém no Seu trato com a raça humana, é indiscutível o fato de que Deus, na revelação progressiva de Sua pessoa, apresenta padrões diferentes com os diferentes povos da Bíblia de acordo com os diferentes períodos da História Bíblica.

Lewis S. Chafer, diz: “Negar estas várias divisões, contudo, unidas como são a respeito de diferentes propósitos revelados de Deus, é cessar de ser influenciado devidamente pela Escritura que Deus falou”.

Algumas promessas, ordenanças e princípios passam de uma dispensação para outra, enquanto que outras são anuladas e substituídas por novas revelações. Deus revelou sete dispensações nas Escrituras:


1.    INOCÊNCIA: Gn 2.7 a 3.24. Da criação do homem à sua queda.
2.    CONSCIÊNCIA: Gn 4.1 a 7.23. Da queda do homem ao dilúvio.
3.    GOVERNO HUMANO: Gn 8.15 a 11.9. Do dilúvio a Abraão.
4.    PATRIARCAL / PROMESSA: Gn 12 a Êx 19. De Abraão a Moisés.
5.    LEI: Êx 19.8 a João 19.30. Do Sinai ao Calvário.
6.    GRAÇA ou IGREJA: Da 1ª a 2ª vinda de Jesus (Jo 1.17). É de âmbito universal. A salvação depende da aceitação ou rejeição de Cristo (Jo 1.12,13; 3.16).
7.    MILÊNIO / REINO: duração: mil anos. Abrange dos juízos das nações ao juízo final. É a dispensação do governo divino na Terra.

As dispensações nos capacitam a compreender corretamente o cronograma profético de Deus para a história. Na atual era, o instrumento que Deus utiliza para agir é a Igreja, não Israel. Todavia, para que o resto da profecia de Daniel (Dn 9.25-27) se cumpra literalmente, tal qual as 69 semanas, a Igreja deve ser removida da terra. Este evento é chamado de “arrebatamento”. Pode acontecer a qualquer momento e deverá preceder os sete últimos anos do decreto de Deus para Israel, conhecidos como a Grande Tribulação.

Que o Espírito Do Deus das Alianças seja contigo!!!

nEle, o Criador e Administrador de tudo,

Ir. Márcio Cruz


 Bibliografia:

·         Antônio Gilberto. Manual da Escola Dominical, CPAD, 1997.
·         Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos e John Rea. Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, 2010.
·         Claudionor C. de Andrade. Dicionário Teológico, CPAD, 2000.
·         José Apolônio. Lições Bíblicas Jovens e Adultos, CPAD, 3º Trimestre de 1985.
·         Edward Robinson. Léxico Grego do Novo Testamento, CPAD, 2012.
·         F. Wilbur Gingrich e Frederick W. Danker. Léxico do Novo Testamento Grego / Português, Edições Vida Nova, 1991.
·         Manual Bíblico de Halley, Editora Vida, 2002.
·         Kenneth J. Collins. Teologia de John Wesley, CPAD, 2010.
·         Lewis S Chafer. Teologia Sistemática, Volume IV, Hagnos, 2003.
·         Norman Geisler. Teologia Sistemática, volume II, CPAD, 2010.
·         Orlando Boyer. Pequena Enciclopédia Bíblica, CPAD.
·         Tim LaHaye e Ed Hindson. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica, CPAD, 2008.
·         W.E. Vine, Merril F. Unger e William White Jr. Dicionário Vine, CPAD, 2002.
·         Werner, Kaschel e Rudi Zimmer. Dicionário da Bíblia de Almeida, SBB, 2003.