Rádio Hinos Inspirados


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

DE VOLTA PARA O ALTAR

UMA VIDA INCOMUM




O livro de Atos dos Apóstolos sempre me fascinou, pois me ensina coisas grandiosas sobre a Igreja de Jesus. Vejo, neste livro, princípios imutáveis para o povo de Deus. Princípios estes que precisam ser aplicados à prática cristã atual e enquanto existirmos como igreja aqui no mundo.



Entre outras coisas, o livro de Atos ensina-me que a Igreja de Cristo não lutava pela sobrevivência, mas por avivamento. Morrer não era o problema. O problema era a Igreja não estar viva. Folheemos as páginas de Atos, e não encontraremos os servos de Cristo fazendo a mínima questão de se manterem vivos. Para aqueles cristãos, era a obra que tinha de manter viva, ainda que para isso houvessem de morrer. Basta olharmos para homens como Pedro, João, Silas, Tiago, Estevão, Paulo e muitos outros. As perseguições não os fizeram recuar um passo sequer. A Igreja mantinha-se viva porque seus membros estavam dispostos a morrer pela continuidade da obra. Mesmo depois dos tempos apostólicos, essa disposição pôde ser ainda notada por mais alguns séculos.



Para mim, a disposição de se entregar à morte por amor a Cristo, demonstrada por aqueles crentes, provinha da qualidade de sua vida espiritual. Eram homens e mulheres santos. Mantinham-se na dimensão espiritual inaugurada com a descida do Espírito Santo no Pentecostes; suas vidas refletiam a santidade de Deus. Como Jesus lhes era maravilhosamente real, morrer não lhes era a pior coisa, desde que a Igreja continuasse viva. Se ela morresse, isso sim seria desastroso. Morrer significava-lhes estar com Cristo para sempre na glória do Pai; isso era o bem supremo da Igreja.



Viver numa comunidade estéril e descompromissada com o reino de Deus, era-lhes como experimentar a morte. Eles não queriam isso para si mesmo, nem à Igreja de Cristo.



Hoje, parece-me que a coisa mudou e muito. Há igrejas que lutam apenas pela sua mera sobrevivência. Para alguns, a “vidinha espiritual” que levam aos domingos é o suficiente. O medo de morrer substituiu o medo de se ter uma igreja morta. Já não se luta por avivamento, mas por se ter uma vida cômoda e próspera.



Estamos tornando-nos humanistas cristãos, pois o homem está sendo colocado no centro de tudo. O importante é que “eu esteja feliz e próspero”; o resto é resto.



Examinando muitos cultos cristãos praticados hoje, percebemos claramente que o seu objetivo principal é dar prazer a quem deles participa, e não glorificar a Deus. Não passam de entretenimentos religiosos. Muita coreografia e pouca vida.



O comprometimento dos cristãos com a causa de Cristo é quase nenhum. Ninguém mais há que esteja disposto a morrer para que a Igreja se mantenha viva. Pelo contrário, querem se manter vivos, mesmo que, para isso, a Igreja tenha de morrer. Nenhum “eu” é mortificado por amor a Cristo e sua Igreja.



Nossa alienação, comodismo e mundanismo podem manter-nos vivos, mas matam a Igreja. Os inimigos de Cristo já não nos combatem como antes; com isso a Igreja vai perdendo a guerra contra as forças das trevas. Enfim, estamos vivos e a Igreja morrendo.



Encontramo-nos neste estado por falta de santidade. Temos a salvação pela graça, mas parece que isso já basta para a maioria. O Espírito que santifica deixou de ser desejado. E o que temos é um povo frio, amedrontado e conformado com o atual estado de coisas.



Um povo santo não pode aceitar nada menos do que viver de modo santo, pelo qual glorificará o seu único Senhor, cuja santidade é sem limites. Em Levítico 11.45 lemos: “... portanto vós sereis santos, porque eu sou santo”. Quando a Igreja perde de vista essa ordem, descamba para o secularismo e volta-se para si mesma, gerando a própria morte.



Extraído do livro Um Grito Pela Santidade, José Armando S. Cidaco, CPAD, 1995, páginas 23-25.



Analise bastante sobre o que leste e faça alguma coisa em prol da pureza da Noiva do Salvador.

Ir. Márcio Cruz

domingo, 17 de janeiro de 2010

O PERFIL DO OBREIRO DO REINO DE DEUS

2Timóteo 2.15: “Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.

"Quando se volta para a Vontade de Deus, a produção é certa!!!”


 




Incomum: [Do lat. tard. incommune.] - Adjetivo de dois gêneros.
Não comum; fora do comum.

À procura de realizar algo para que a obra de Deus cresça, muitos hoje valem-se de cronogramas, estratégias que mais lembram uma empresa do que uma igreja (nada contra, afinal, sem ordem a casa cai!).

Se quisermos alcançar o testemunho que os antigos obtiveram (Hb 11.2), olhemos para o passado e aprendamos com aqueles que receberam a aprovação do Senhor da seara.

O ponto de partida para o obreiro atual, sempre terá saída no Livro de Atos. Deter-se apenas em livros seculares sobre organização, administração, contabilidade, relações humanas (deixando claro que todos eles são válidos), sem uma vida interior dirigida, controlada pelo Espírito de Deus e Sua Palavra, levará o obreiro da seara a:
  • Ser apenas um intelectual;
  •  Não possuir vida em si, ficando assim impossibilitado de transmitir a vida de Deus:
  • Acabar sendo vítima do sistema negro do capitalismo, olhando cifrõe$ ao invés de ovelhas;
  • Tratar as pessoas como meras mercadorias para vaidade e promoção pessoal.

Para que haja o resultado esperado pelo Senhor, precisamos aprender a viver quatro diretrizes. São atitudes “velhas”, mas que sempre foram o diferencial nos avivamentos que ocorreram ao redor do mundo. São eles:


1. O obreiro precisa ter uma vida de oração incomum – 1Rs 18.36-38 (oração curta e com efeito maravilhoso).
O nosso maior exemplo de oração é o Senhor Jesus (Ele próprio ensinou a orar - Mt 6.9-13). Sua vida terrena foi pautada pela oração. Sigamos também o exemplo da Igreja Primitiva (At 4.31; At 6.6 ; 14.23 ; 28.8).

 
2. O obreiro precisa viver comunhão com seus companheiros – Fp 2.3
Voltemos ao exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele deu o exemplo de humildade ao lavar os pés dos Seus discípulos (Jo 13.14). Aliás, Ele mesmo convidou a aprender com Ele a sermos humildes (Mt 11.29).


3. O obreiro precisa de experiências com o Espírito Santo – Todo o livro de Atos
Quem pode enumerar as ricas experiências dos apóstolos, em especial Paulo? A doutrina do Paracleto foi desenvolvida pelo apóstolo dos gentios, prova de que ele vivia uma intimidade com o Espírito do Senhor que precisa ser resgatada pelo obreiro atual.


4. O obreiro precisa crer nas promessas do Senhor e aguardar o Seu cumprimento – At 1.4,14; 2.2-4
A Bíblia deixa bem explícito que “sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”(Hb 11.6).
Portanto a fé precisa ser estimulada, regada, alimentada pela Palavra de Deus, que é a fonte da verdadeira fé (Rm 10.17).
 
Agora, vivamos estes passos e desfrutemos das bençãos que o Senhor da seara realizará em nosso ministério pessoal.



É a minha oração para cada um.
Ir. Márcio da Cruz