Rádio Hinos Inspirados


sábado, 17 de janeiro de 2015

MANTRAS GOSPEL

"Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer".
1Coríntios 12.7,11


Muitos vivem a criticar as seitas e religiões orientais pelo seu modo de se relacionar* com o "divino" e como alcançar a este. Exemplo real são os mantras que muitas religiões praticam em seus cultos, reuniões, encontros e rituais. Canções que acompanhadas por sinos, percussões, palmas levam os adeptos à entrarem em êxtase.
*assista o documentário Deuses da Nova Era. Não se espante com algumas coincidências.

Partindo desse ponto, me encaminho para o cenário da Igreja Evangélica Brasileira, onde muito desse estilo de cultuar oriental pode ser encontrado, ainda que de forma discreta, embaçada e em alguns lugares, escancarada mesmo!

Nós pentecostais, por bastante tempo criamos algumas "regras" que - diziam os antigos - favoreceriam o manifestar do Santo Espírito de Deus. Em alguns lugares ainda é possível verificar tal situação.

Ao citar trechos bíblicos, precisa-se verificar como, quando, onde e por quê, o escritor bíblico registrou tal fato e ver se o mesmo pode ser aplicado para o atual contexto nosso, século XXI.

Nestes últimos dias tem-se constatado que o ocorrido em muitos cultos está mais ligado à Psicologia/Psiquiatria do que à Escriturística. A Psiquê em detrimento do Logos. E é justamente aí que reside o perigo. Por falta de compreensão - ou preguiça mesmo -, muitos líderes tem colocado o povo para que ao toque de determinado comando, reaja segundo o objetivo proposto.

Não é teclando o modo repeat que vai fazer com que o Espírito Santo venha sobre o Seu povo e opere nele. Não são canções específicas tocadas e cantadas na forma repetitiva sem fim, que farão com que o Reino seja manifestado no meio da congregação. Louvor NÃO É mantra!!! O apóstolo Paulo deixa BEM CLARO que é o Espírito Santo que opera quando, onde, como e em quem ele quiser (1Co 12.7,11).

O fato ocorrido em Israel, quando na consagração do Templo de Salomão (1Rs 8.1-13) não deve ser tomado como base, pois o contexto é completamente diferente em relação à Dispensação da Graça/Espírito, assim como o fato registrado em 2Rs 3.15 não deve ser usado também como base, pelo mesmo motivo da primeira referência citada.

TUDO o que a Igreja precisa e DEVE saber em relação à gloriosa manifestação do Espírito Santo encontra-se nas Cartas Doutrinárias Paulinas, principalmente a 1ª Carta aos Coríntios, capítulos 12 e 14. Viver Paracletologia/Pneumatologia tendo como base primária o VT é perigoso, pois é clara a distinção da operação do Espírito em ambas dispensações.

Não precisamos de técnicas externas, seculares, místicas, espúrias e totalmente fora das Escrituras e Sua fiel interpretação. Chega de mistura, de morte na panela. O povo merece ser alimentado de verdade. Do contrário, continuaremos a ver zumbis (Ap 3.1) no meio da Ekklesia.


Lembremos: "NEM TUDO O QUE RELUZ, É OURO!!!"

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Ir. Márcio Cruz