Rádio Hinos Inspirados


terça-feira, 26 de setembro de 2017

DEPRESSÃO E SUICÍDIO NO MEIO CRISTÃO II




Para se sentir melhor, você terá de perceber que são os seus pensamentos e atitudes, e não os acontecimentos externos, que geram os seus sentimentos. ” (David Burns)

Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar.” (1Coríntios 10.13)

 
Um termo que uso quando vou tratar um frango para cozinhá-lo é DESTRINCHAR. Pois bem, vamos destrinchar a perícope acima e ver o que ela traz como conforto, edificação e exortação para nós!

Tentação: (gr. πειρασμος – peirasmos). Submeter à prova (por experimento [do bem]), experiência. Subastantivo de peiradzō, onde diz respeito somente a pessoas. Um estado de teste, em que Deus permite que o seu povo passe por adversidade e aflições, para encorajar e provar a fé e confiança nEle. Consequentemente, usada como metonímia para adversidade, aflição, tristeza.

Acima: (gr. υπερ – huper). Limite colocado para segurança.

Meio de saída: (gr. εκβασιν – ekbasin). Uma rota de fuga, dando um passo para sair.

Possais: (gr. δυνασθαι – dynasthai). Ser capaz de algo, ter poder para executar algo, tanto no sentido físico, quanto no moral.

Suportar: (gr. υπενεγκειν – hupeneikein). De υποφερω (hupophero), suportar alguma coisa sobre si.



Talvez você seja o tipo de pessoa que não perde o otimismo, tenta de novo e vai tocando a vida, apesar da rejeição, dos fracassos e perdas. Porém, se você é do tipo que gosta de ficar remoendo o que saiu errado, transforma ratos em rinocerontes, fica se culpando, se sente desvalorizado e desamparado e anda insensível às pequenas alegrias do dia-a-dia, é preciso estar em alerta.

Deus, em Sua infinita e transcendente sabedoria, providenciou várias saídas de escape para situações que possam ocorrer sobre e em nós. O que precisamos é ter sensibilidade, percepção para enxergar estas saídas e coragem para ir até elas e assim, conseguir sair do causticante deserto que nos assola.

Ao escrever à Igreja em Filadélfia, João diz que Cristo havia colocado diante dela uma porta aberta que ninguém conseguia fechar (Ap 3.8) e mais adiante, Cristo diz que livraria os Seus da tribulação (Ap 3.9).

O que Cristo quis dizer com isso? Basta voltarmos um pouco este artigo e veremos a promessa tremenda de Deus registrada por Paulo. Aliás, Paulo jamais prometeu sombra, água de coco e uma rede numa praia paradisíaca aos crentes fiéis. Quem diz isso são os lobos em pele de cordeiro, os propagadores da famigerada Teologia da Prosperidade e Confissão Positiva, que iludem o povo com mentiras e assim, adoecendo-os por alimentarem seus anseios com enganos.

Voltando ao cerne do artigo, que portas e saídas são estas que o Senhor dá aos Seus filhos?

Vou citar apenas duas: a fé em Deus e a família.

Blaine Conzatti, colunista e pesquisador do Instituto de Política Familiar diz: “Infelizmente, ao evitar o envolvimento em comunidades religiosas, os jovens atuais sacrificam o parentesco e a solidariedade que essas comunidades proporcionam. Essa prática de fé ajuda a dar significado à vida, e as comunidades religiosas equipam os indivíduos com as relações e o apoio necessários para resistir aos males traiçoeiros da vida.”

O pesquisador também citou outro estudo do Jornal Americano de Psiquiatria, que revelou que indivíduos sem qualquer declaração de fé tinham “significativamente mais tentativas de suicídio ao longo da vida” e concluía que “os sujeitos sem afiliação religiosa percebiam menos razões para viver, com particularmente menos objeções morais ao suicídio”.

Para o pastor da Assembleia de Deus em Natal (RN), Reynaldo Odilo Martins Soares, juiz na área de família e comentarista da revista de Lições Bíblicas de Jovens da CPAD, “o grande problema é que a cultura atual, caracterizada por um forte materialismo e hedonismo (que coloca o prazer sensorial como o bem supremo da vida), não contribui para que as pessoas se sintam felizes, satisfeitas com o status que possuem, fomentando um alto grau de frustração individual, familiar e social”.

Ele continua dizendo que “a liderança deve motivar que os jovens estejam perto dos seus familiares, pois a família é o primeiro e principal campo de treinamento de Deus! É através dela que Deus prepara os jovens para enfrentarem a vida no mundo. Será que José, filho de Jacó, teria sido um vencedor, se não tivesse passado pelos conflitos em sua família? Deus, durante os dezessete primeiros anos de vida de José, estava forjando seu caráter através da convivência com seus irmãos, fator preponderante para ele se sair bem na casa de Potifar, no cárcere e, por fim, no governo egípcio. Há uma ditado africano que diz: ‘Se você quiser ir rápido, vá sozinho; se você quiser ir longe, vá com alguém’. A família que segue junta vai mais longe, alcança resultados duradouros e deixa sua marca para as gerações futuras. Isso é sucesso!”, conclui o pastor e jurista.

Diante de tudo isso, o meu conselho é:
  • Seja um com Deus. Conheça-O através de Sua Palavra e assim, encontre nEle bálsamo para acalentar o coração quando atravessares dias maus;
  • Esteja sempre próximo de sua família. Mesmo sendo algumas vezes difícil, procure abrir o coração para que a ajuda venha mais rápido e você possa sair deste movediço lugar;
  • Procure estar cercado de pessoas verdadeiramente comprometidas com Deus e Seu Reino, pois escrito está que “uma corda de três cordões é difícil de arrebentar. ” (Ec 4.12 NTLH)



Nos Laços do Calvário,

Ir. Márcio da Cruz

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