Rádio Hinos Inspirados


domingo, 19 de setembro de 2021

TEORIA DA LACUNA OU DO INTERVALO: A queda de Satanás ou apenas mais uma hipótese?


Alguns defensores dessa corrente dizem haver um longo intervalo de tempo entre os dois primeiros versículos da Bíblia, onde – afirma ela – a Terra e sua vazia deformidade tornou-se um caos devido à queda de Satanás.

Mas seria isto um fato pujante, sólido e inconteste ou apenas mais uma ideia alimentada pela imaginação de alguns?

 

1 – DEFINIÇÃO

Warren W. Wiersbe definiu: “Teoria da Lacuna", apresentada no livro Earth's Earliest Ages [Eras antigas da Terra], de G. H. Pember, e popularizada pela Bíblia de Referência Scofield, afirma que a criação original de Gênesis 1.1 foi julgada na queda de Satanás e que os versículos 3 em diante descrevem a restauração da criação destruída. O versículo 2 deve ser lido: "A terra, porém, tornou-se sem forma e vazia". Assim, houve uma "lacuna" de duração indeterminada entre o primeiro e o segundo versículos de Gênesis”.¹

 

2 – A CRIAÇÃO DE TUDO

Comentando sobre os dois primeiros versículos da Bíblia, a maioria dos estudiosos afirma que a criação da Terra e sua aparente “sem forma e vazia” está correta e que não há um hiato infinito no tempo, mas, como disse H. L. Ellison: “Quando o material para a formação do mundo veio à existência, somente o olho de Deus era capaz de discernir o seu propósito final. Por seu Espírito, ele estava separando o material”.²

 

3 – A QUEDA DE SATANÁS

A Bíblia não relata de forma literal como, onde e quando ocorreu a queda original de Satanás, mas dá alguns indícios ao mostrar de forma análoga³ o fato. Para isso, faz-se a leitura de Is 14.11-15, onde há a profecia acerca do rei da Babilônia. Também o texto de Ezequiel 28.11-19, onde o profeta levanta uma lamentação contra o rei de Tiro. Há uma terceira leitura encontrada em Apocalipse 12.7-9, porém sendo algo ainda a se cumprir, mas também usado para referir-se à queda de Satanás.

 

Observação 1:

Citando C. M. Ward e seu livro “No Man Can Make a Seed”, Orlando Boyer escreveu:

“A ciência lança mão de três classificações de ideias. Essas são a Hipótese, a Teoria e a Lei. Uma hipótese não passa de uma opinião aprimorada. Quando uma hipótese é submetida a intensas investigações, a testes completos e contínuos, e quando permanece crível depois de tal exame, então se torna uma teoria. Quando uma teoria suporta testes constantes e universais, tornando-se confirmada acima de qualquer dúvida como um fato, então passa a ser reputada uma lei”.⁴

Sendo assim, no máximo o que podemos fazer é definir a Teoria da Lacuna ou Intervalo como uma hipótese e buscar esclarecer esse ponto.

 

Observação 2:

Consultando algumas Bíblias de Estudo que tenho aqui em casa, percebi que as que defendem a Teoria da Lacuna ou Intervalo, são a Dake e a Antonio Gilberto. No mais, a Holman, Anotada, Palavras-Chave, Genebra, conservam a tradicional interpretação. Charles Ryrie diz que “A frase (sem forma e vazia – grifo meu) significa que a esta altura da atividade de Deus, a Terra não estava definitivamente formada e ainda estava desabitada”.⁵ Já a Genebra diz que “A descrição sem forma e vazia refere-se, mais naturalmente, a uma criação ainda a ser formada do que a uma criação que se estragou”.⁶ A Bíblia Shedd, talvez sim, talvez não, pois a nota não é direta.

O mesmo ocorre com diversos Comentários Bíblicos sobre Gênesis.

 

Observação 3:

Sabendo que anjos e demônios são seres espirituais e, portanto, não sujeitos às leis da Física a que todos os corpos físicos criados e existentes estão, como provar que Satanás quando em sua queda foi o meteoro (reza a lenda) que extinguiu os dinossauros e causou a destruição da Terra e, consequentemente do universo? Sim, porque Deus teve que criar tudo de novo!

Sobre essa (reza a lenda mais uma vez) colisão, a professora Sandra Amato, do Instituto de Física – UFRJ diz que “Uma colisão é um processo em que uma partícula é lançada contra a outra podendo trocar energia e momento”.⁷

De acordo com a crença da Teoria da Lacuna ou do Intervalo e fazendo link com Apocalipse 12.7-9, uma questão: Por que Satanás e seus anjos na queda original destruiu tudo e na luta contra Miguel e seus anjos, não houve nada de, pelo menos, na mesma proporção?

 

CONCLUSÃO

Não sejamos estudiosos que tomam Red Bull e ganham asas. Deixemos a imaginação para os roteiristas da Netflix, Amazon Prime, Marvel, DC...

Vivamos sob a égide do ESTÁ ESCRITO, estudando e respeitando todas as regras de interpretação textual e, principalmente, submetendo-se à direção dAquele que inspirou a escrita do Livro Sagrado: o Espírito Santo de Deus (2Pe 1.19-21).

 

 

Referências

¹ Warren W. Wiersbe, Comentário Bíblico Expositivo AT, p. 20

² F. F. Bruce(Org). Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo, p.156

³ Relação de semelhança entre coisas ou fatos distintos – Houaiss

⁴ Orlando S. Boyer, Pequena Enciclopédia Bíblica, p. 801

⁵ A Bíblia Anotada, nota Gn 1.2, p. 7

⁶ Bíblia de Estudo de Genebra, nota Gn 1.2, p. 8

⁷ Sandra Amato. Slides PDF Aula Física 1, 2014, p.14

 

FORA DA CIDADE SANTA – Enquanto há Vida, Evangelizemos




“Bem-aventurados todos os que lavam as suas roupas no sangue do Cordeiro, e assim ganham o direito à árvore da vida, e podem adentrar na Cidade através de seus portais. No entanto, fora estão os cães, os bruxos e ocultistas, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira”. Apocalipse 22.14,15 KJA

João deixa bastante claro quem estará de fora da Cidade Santa e que estará habitando em outro lugar, completamente o oposto da Nova Jerusalém. Além do texto acima, João mostra que “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos imorais, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no LAGO QUE ESTÁ QUEIMANDO COM FOGO E ENXOFRE, A SABER, A SEGUNDA MORTE”. Ap 21.8 NAA

Ao folhearmos a Bíblia, veremos que a advertência sobre o perfil dos moradores da Nova Sião já vem sendo proclamada desde a época de Davi, quando ele escreve:

“Quem subirá ao monte do SENHOR ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente.” Salmo 24.3,4 ARC

Observamos que as características são as mesmas, tanto com Davi como com João. Falam de um coração voltado para o modo de viver do Reino de Deus, não o desse mundo que jaz no Maligno (Jo 5.19)

Ao nos depararmos com o Novo Testamento, veremos que a Palavra de Deus sempre nivela este mesmo princípio acerca do perfil de quem terá direito a morar com Jeová na Sua Santa morada. Paulo escreveu aos crentes em Corinto: "Não sabeis que os injustos não herdarão o Reino de Deus? Não vos deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem os que se entregam a práticas homossexuais de qualquer espécie, nem ladrões, nem avarentos, nem viciados em álcool ou outras drogas, nem caluniadores, nem estelionatários herdarão o Reino de Deus". (1Co 6.9,10 KJA). Ou seja, quem vive a praticar tais coisas, ficará de fora.

O apóstolo também falou aos crentes em Éfeso e Colossos, mostrando que há uma diferença enorme entre os santos e os ímpios:

“Entre vós não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual como também de nenhuma espécie de impureza e de cobiça; pois essas atitudes não são adequadas aos santos. Não haja obscenidades, nem conversas tolas, nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disso, portai-vos com ações de graça. Porquanto, podeis estar bem certos disto: nenhum imoral, ou impuro, ou ganancioso, que é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras destituídas de sabedoria; porque é justamente devido a esse comportamento que a ira de Deus vem sobre os filhos da desobediência”. (Ef 5.3-6 KJA)

“Sendo assim, fazei morrer tudo o que pertence à natureza terrena: imoralidade sexual, impureza, paixão, vontades más e a ganância, que também é idolatria. É por causa dessas práticas malignas que vem a ira de Deus sobre os que vivem na desobediência. Nelas também andastes no passado, quando ainda vivíeis com esses hábitos, mas agora, livrai-vos de tudo isto: raiva, ódio, maldade, difamação, palavras indecentes do falar. Não mintais uns aos outros, pois já vos despistes do velho homem com suas atitudes”. Colossenses 3.5-9 KJA

Da mesma forma, João ratifica essa norma ao dizer que: “Toda pessoa que vive costumeiramente pecando também vive em rebeldia contra a Lei, pois o pecado é transgressão da Lei. Sabeis, igualmente, que Ele se manifestou para tirar os nossos pecados, e nele não há pecado. Todo aquele que permanece nele não vive pecando; toda pessoa que continua no pecado não o viu, nem tampouco o conheceu. Filhinhos, ninguém vos iluda: quem pratica a justiça é justo, assim como Ele é justo. Aquele que vive habitualmente no pecado é do Diabo, pois o Diabo peca desde o princípio. Para isto, o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo. Todo aquele que é nascido de Deus não se dedica à prática do pecado, porquanto a semente de Deus permanece nele e ele não pode continuar no pecado, pois é nascido de Deus. Deste modo, conhecemos quem são os filhos de Deus e quem são os filhos do Diabo: quem não pratica a justiça não procede de Deus, nem tampouco aquele que não ama seu próprio irmão”. 1João 3.4-10 KJA

Voltemos a João mais uma vez e vejamos um aviso sobre a condição para a entrada no Céu: “​Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira...” (Ap 21.27a ARA). Paulo, anos antes diz que: “... carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção” (1Co 15.50 ACF).

E o que devemos fazer diante de tudo isso exposto?

Lembrar da ordem de Jesus antes de voltar para o Céu: “pregar o Evangelho a TODA criatura (Mc 16.15)” e o imperativo “fazei discípulos de TODAS as nações (Mt 28.19)”.

Há pessoas do lado de fora. Corramos em busca dessas almas por quem Jesus derramou o Seu Sangue precioso e vicariamente por elas também se entregou.

Está escrito em Ap 22.17:

“E o Espírito e a esposa dizem: Vem.

E quem ouve, diga: Vem.

E quem tem sede, venha;

e quem quiser, tome de graça da água da vida
.
”



THE KING IS COMING!!!

A MENINA DOS OLHOS?

 


“Guarda-me como à menina do olho, esconde-me à sombra das tuas asas” – Sl 17.8

“Achou-o na terra do deserto e num ermo solitário cheio de uivos; trouxe-o ao redor, instruiu-o, guardou-o como a menina do seu olho”. Dt 32.10

“Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos”. Pv 7.2

“porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho” – Zc 2.8b

 

אישון ’iyshown – Strong define assim: pupila do olho; meio da noite (que é o período de maior escuridão). Já Schökel diz: diminutivo: homenzinho; menina do olho, pupila e lua nova(?)

É ponto fechado entre comentaristas (Champlin, Wiersbe, Purkiser, Calvino, Kidner) que o termo MENINA DOS OLHOS fala de segurança e proteção divinas.

O Comentário Bíblico Africano, p. 632, diz: “A menina dos olhos é a pupila, o círculo escuro no centro do olho. É uma parte extremamente sensível do corpo, e, sempre que algo parece estar próximo o suficiente para feri-la, o olho pisca num reflexo para protegê-la.”

Quem lembra do icônico trecho da música “Another Brick In The Wall”, da banda Pink Floyd, no longa musical onde as crianças estudantes seguem enfileiradas entrando em um túnel e saindo transformadas parecendo robôs para serem controladas pelos maus professores e o sistema?

Infelizmente, o que temos visto na atual geração é algo parecido com isso, i.e., uma defesa quase que absoluta e cega a líderes (sob o pretexto de Korbã (Mt 7.11) ou Obediência irrestrita (Hb 13.17)). Mesmo que suas convicções bíblicas de fé e teológicas fiquem em plano secundário, pois (dizem os tais) “é melhor obedecer do que sacrificar” e que “é entre ele e Deus, eu faço a minha parte” ou o clássico “não toqueis nos meus ungidos”.

Infelizmente, esse tipo de atitude, além de não encontrar lastro Escriturístico, provoca uma consequência altamente perniciosa em meio ao aprisco do Senhor: a de blindar homens e mulheres contra quem busca a pureza da Noiva de Cristo, protegendo-os, assim como o olho pisca para proteger a pupila contra o agressor externo.

Aí, aparecem os famosos jargões:

1.    “Quantas almas já ganhastes?”

2.    “Ao invés de julgar, porque não fazes algo?”

3.    “Fazes mais que eles?”

Além do famoso e mais utilizado: “NÃO JULGUEIS!”

 

Sinceramente, ainda tô tentando entender o que está acontecendo, pois não é possível o povo estar tão dopado que não consegue (ou não quer mesmo!) enxergar que a situação não está nada bem.

Como bradou Cícero, em seu discurso no Senado Romano, em 63 a.C, nas célebres Catilinárias, contra os vícios e a corrupção de seu tempo: O TEMPORA! O MORES!

 

THE KING IS COMING!

segunda-feira, 19 de julho de 2021

O CONTEXTO E A RESPONSABILIDADE TEXTUAL



Criou-se no Brasil uma cultura estranhíssima à Bíblia, que busca de forma errada, ensinar os filhos nos caminhos do Senhor. Ensinar é bíblico (Pv 22.6; Ef 6.4), mas o resultado efetivo dessa orientação divina e bíblica só será possível se o real sentido das Escrituras for transmitido. Do contrário, engrossaremos os números de pessoas doentes e vivendo a sua própria vontade, longe da égide do Senhor e de Sua Palavra.

São crianças (no sentido restrito mesmo!) que por N motivos, os pais procuram fazer delas ministros e pregadores da Palavra de Deus (alguns até levam a alcunha de missionários, profetas...), mesmo que para isso, a etapa natural da vida dos infantes tenha que ser sacrificada em prol de “um bem maior e mais elevado”.

Mas o que será que a Bíblia diz sobre isso? Ela cala, é explícita sobre o assunto ou revela indícios do sim ou não do fato em questão?

Muitos usam de forma exaustiva o ocorrido entre o SENHOR e Jeremias quando em seu chamamento para o ministério profético (Jr 1.4-10) e também o ocorrido com Jesus, quando Ele ficou em Jerusalém após a Páscoa e foi encontrado por seus pais no templo, assentado, ouvindo e interrogando os doutores da Lei. Lc 2.41-52

Mas – e infelizmente – o que temos visto não é o operar efetivo do Espírito do Senhor, mas cópias quase que idênticas do que vemos por aí em alguns “pregadores”. São fruto de pura osmose, onde o que ocorre não passa de imitação. Seja no falar, no vestir, no agir, nos jargões...

Dúvidas que pairam e precisam de honestas respostas:

- Se o apoio a isso é o fato de Jeremias ter dito que era uma criança, esses pais irresponsáveis sabem o que quer dizer criança dentro do contexto em que foi dito?

- Se o apoio a isso é o fato de Jesus com doze anos estar discutindo a Lei com os doutores, por que os pregadores insistem em ser cópias de adultos e não eles mesmos como Jesus o fora, sem imitar ninguém? Será que esses pais irresponsáveis sabem o que quer dizer um menino com 12 anos dentro do contexto em que foi registrado?

Ensinemos sim as crianças, nossos filhos no e para o temor do Senhor, mas dentro do mundo delas, não do nosso. Que elas aproveitem a fase própria delas e não a nossa.

E que aprendamos de uma vez por todas que quem ESCOLHE, SEPARA e DESIGNA alguém para o ofício que for na obra de Deus é Ele próprio, não os pais ou quem quer que seja. Aceitemos isso CALADOS e SUBMISSOS!!!

Que o SENHOR nos dê sabedoria para vivermos nesse mundo que cada dia mais se afunda em achismos e conveniências egoístas sob pretexto de piedade e/ou espiritualidade!!!

No Criador de todas as coisas,
Ir. Márcio da Cruz



Sobre isso na vida de Jeremias, vamos ver o que nos mostram alguns comentaristas em suas obras.

1. “Jeremias tentou fugir da obediência ao chamado de Deus em sua vida protestando: “eis que não sei falar, porque não passo de uma criança” (na'ar, Jr 1.6). A mocidade, pensava ele, desqualificava-o para o serviço público, especialmente em uma sociedade que dava preferência à sagacidade dos anciões.” Victor Hamilton - Dicionário Internacional de Teologia e Exegese do AT vol. 03

2. Podia ser um militar, um escudeiro, um servo, homem casadouro enquanto solteiro. William L. Holladay - LÉXICO Hebraico e Aramaico do Antigo Testamento

3. Sobre Jr 1.6, a Bíblia Shedd em sua nota de rodapé diz: “Criança, heb na'ar, que pode significar qualquer pessoa desde três meses até quarenta anos de idade. Jeremias tinha cerca de 24 anos quando iniciou seu ministério profético. A LXX traduz por "demasiado novo".”


Sobre isso na vida de Jesus, vamos ver o que também nos mostram alguns comentaristas em suas obras.

1. R. N. Champlin em seu Comentário exaustivo diz: “Com a idade de doze anos, Jesus, tal como todos os meninos judeus, passou a ser conhecido como ‘filho da lei’, ficando sob a obrigação de observar pessoalmente as ordenanças da lei mosaica. [...] Os períodos distintos da infância, segundo os judeus, eram os seguintes: 1. Aos três anos ocorria o desmame, e pela primeira vez era permitido o uso de vestes com borlas, segundo é estipulado em Núm. 15:38-41. Era então que começava a educação da criança. 2. Aos cinco a criança começava a aprender a lei mediante o ensino catequético, na escola. 3. Aos doze o menino se tornava diretamente responsável pela obediência à lei, incluindo suas ordenanças e festividades prescritas. 4. Aos treze, o menino começava a usar as filactérias em suas orações diárias. Posteriormente, foram estabelecidos mais dois períodos distintos: 5. Aos dez anos o menino podia começar a estudar a Mishnah, o conjunto de interpretações tradicionais da lei; e 6. Aos dezoito anos, podia iniciar o estudo da Gemara, que era a coletânea mais ampla das declarações e lendas judaicas. Estas duas últimas obras é que compunham o Talmude, nome esse que significa ‘erudição ou doutrina’.”

2. “...os meninos - como também as meninas - na Palestina são muito mais maduros aos doze anos de idade do que na Europa do norte ou no Ocidente”. Charles L. Childers – Comentário Beacon Lucas

3. Em seu Comentário Judaico do Novo Testamento, David Stern diz: “Esse incidente durante os “anos de silêncio" de Yeshua (veja 2:52N) tomou lugar próximo à idade na qual um garoto judeu hoje celebra o seu bar-mitzvah e torna-se um “filho do mandamento", pessoalmente responsável em guardar a Torá dada por Deus a Moisés no monte Sinai. Neste tempo ele é t’fillin pela primeira vez oficialmente (veja Mt 23:5N), e pela primeira vez ele recebe a aliyah (um chamado) para a bimah (púlpito) e ler a Sefer-Torá (o rolo da Torá) numa reunião da sinagoga. Os vv. 46-47 sugerem uma celebração semelhante para Yeshua, mas a semelhança encerra-se aqui. O bar-mitzvah não se tornou um evento cerimonial comum na vida judaica até a Idade Média, e somente nos tempos modernos tornou-se foco de celebrações grandiosas. Além disso, a idade para o bar-mitzvah não é 12, mas 13 anos. [...] 46-47 Fazendo perguntas... suas respostas. Estas perguntas (ou sh'ellot) (veja Mt 22:23N) não se tratavam de mera curiosidade de um menino, mas de um diálogo, já que o próprio Yeshua respondia também com perguntas. Assim, havia um intercâmbio intelectual real em andamento, e os ouvintes ficavam admirados sobre como esse menino de 12 anos podia sair-se tão bem.”