Rádio Hinos Inspirados


Mostrando postagens com marcador Dons do Espírito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dons do Espírito. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de julho de 2021

O CONTEXTO E A RESPONSABILIDADE TEXTUAL



Criou-se no Brasil uma cultura estranhíssima à Bíblia, que busca de forma errada, ensinar os filhos nos caminhos do Senhor. Ensinar é bíblico (Pv 22.6; Ef 6.4), mas o resultado efetivo dessa orientação divina e bíblica só será possível se o real sentido das Escrituras for transmitido. Do contrário, engrossaremos os números de pessoas doentes e vivendo a sua própria vontade, longe da égide do Senhor e de Sua Palavra.

São crianças (no sentido restrito mesmo!) que por N motivos, os pais procuram fazer delas ministros e pregadores da Palavra de Deus (alguns até levam a alcunha de missionários, profetas...), mesmo que para isso, a etapa natural da vida dos infantes tenha que ser sacrificada em prol de “um bem maior e mais elevado”.

Mas o que será que a Bíblia diz sobre isso? Ela cala, é explícita sobre o assunto ou revela indícios do sim ou não do fato em questão?

Muitos usam de forma exaustiva o ocorrido entre o SENHOR e Jeremias quando em seu chamamento para o ministério profético (Jr 1.4-10) e também o ocorrido com Jesus, quando Ele ficou em Jerusalém após a Páscoa e foi encontrado por seus pais no templo, assentado, ouvindo e interrogando os doutores da Lei. Lc 2.41-52

Mas – e infelizmente – o que temos visto não é o operar efetivo do Espírito do Senhor, mas cópias quase que idênticas do que vemos por aí em alguns “pregadores”. São fruto de pura osmose, onde o que ocorre não passa de imitação. Seja no falar, no vestir, no agir, nos jargões...

Dúvidas que pairam e precisam de honestas respostas:

- Se o apoio a isso é o fato de Jeremias ter dito que era uma criança, esses pais irresponsáveis sabem o que quer dizer criança dentro do contexto em que foi dito?

- Se o apoio a isso é o fato de Jesus com doze anos estar discutindo a Lei com os doutores, por que os pregadores insistem em ser cópias de adultos e não eles mesmos como Jesus o fora, sem imitar ninguém? Será que esses pais irresponsáveis sabem o que quer dizer um menino com 12 anos dentro do contexto em que foi registrado?

Ensinemos sim as crianças, nossos filhos no e para o temor do Senhor, mas dentro do mundo delas, não do nosso. Que elas aproveitem a fase própria delas e não a nossa.

E que aprendamos de uma vez por todas que quem ESCOLHE, SEPARA e DESIGNA alguém para o ofício que for na obra de Deus é Ele próprio, não os pais ou quem quer que seja. Aceitemos isso CALADOS e SUBMISSOS!!!

Que o SENHOR nos dê sabedoria para vivermos nesse mundo que cada dia mais se afunda em achismos e conveniências egoístas sob pretexto de piedade e/ou espiritualidade!!!

No Criador de todas as coisas,
Ir. Márcio da Cruz



Sobre isso na vida de Jeremias, vamos ver o que nos mostram alguns comentaristas em suas obras.

1. “Jeremias tentou fugir da obediência ao chamado de Deus em sua vida protestando: “eis que não sei falar, porque não passo de uma criança” (na'ar, Jr 1.6). A mocidade, pensava ele, desqualificava-o para o serviço público, especialmente em uma sociedade que dava preferência à sagacidade dos anciões.” Victor Hamilton - Dicionário Internacional de Teologia e Exegese do AT vol. 03

2. Podia ser um militar, um escudeiro, um servo, homem casadouro enquanto solteiro. William L. Holladay - LÉXICO Hebraico e Aramaico do Antigo Testamento

3. Sobre Jr 1.6, a Bíblia Shedd em sua nota de rodapé diz: “Criança, heb na'ar, que pode significar qualquer pessoa desde três meses até quarenta anos de idade. Jeremias tinha cerca de 24 anos quando iniciou seu ministério profético. A LXX traduz por "demasiado novo".”


Sobre isso na vida de Jesus, vamos ver o que também nos mostram alguns comentaristas em suas obras.

1. R. N. Champlin em seu Comentário exaustivo diz: “Com a idade de doze anos, Jesus, tal como todos os meninos judeus, passou a ser conhecido como ‘filho da lei’, ficando sob a obrigação de observar pessoalmente as ordenanças da lei mosaica. [...] Os períodos distintos da infância, segundo os judeus, eram os seguintes: 1. Aos três anos ocorria o desmame, e pela primeira vez era permitido o uso de vestes com borlas, segundo é estipulado em Núm. 15:38-41. Era então que começava a educação da criança. 2. Aos cinco a criança começava a aprender a lei mediante o ensino catequético, na escola. 3. Aos doze o menino se tornava diretamente responsável pela obediência à lei, incluindo suas ordenanças e festividades prescritas. 4. Aos treze, o menino começava a usar as filactérias em suas orações diárias. Posteriormente, foram estabelecidos mais dois períodos distintos: 5. Aos dez anos o menino podia começar a estudar a Mishnah, o conjunto de interpretações tradicionais da lei; e 6. Aos dezoito anos, podia iniciar o estudo da Gemara, que era a coletânea mais ampla das declarações e lendas judaicas. Estas duas últimas obras é que compunham o Talmude, nome esse que significa ‘erudição ou doutrina’.”

2. “...os meninos - como também as meninas - na Palestina são muito mais maduros aos doze anos de idade do que na Europa do norte ou no Ocidente”. Charles L. Childers – Comentário Beacon Lucas

3. Em seu Comentário Judaico do Novo Testamento, David Stern diz: “Esse incidente durante os “anos de silêncio" de Yeshua (veja 2:52N) tomou lugar próximo à idade na qual um garoto judeu hoje celebra o seu bar-mitzvah e torna-se um “filho do mandamento", pessoalmente responsável em guardar a Torá dada por Deus a Moisés no monte Sinai. Neste tempo ele é t’fillin pela primeira vez oficialmente (veja Mt 23:5N), e pela primeira vez ele recebe a aliyah (um chamado) para a bimah (púlpito) e ler a Sefer-Torá (o rolo da Torá) numa reunião da sinagoga. Os vv. 46-47 sugerem uma celebração semelhante para Yeshua, mas a semelhança encerra-se aqui. O bar-mitzvah não se tornou um evento cerimonial comum na vida judaica até a Idade Média, e somente nos tempos modernos tornou-se foco de celebrações grandiosas. Além disso, a idade para o bar-mitzvah não é 12, mas 13 anos. [...] 46-47 Fazendo perguntas... suas respostas. Estas perguntas (ou sh'ellot) (veja Mt 22:23N) não se tratavam de mera curiosidade de um menino, mas de um diálogo, já que o próprio Yeshua respondia também com perguntas. Assim, havia um intercâmbio intelectual real em andamento, e os ouvintes ficavam admirados sobre como esse menino de 12 anos podia sair-se tão bem.”

terça-feira, 18 de agosto de 2020

OS DONS DO ESPÍRITO AINDA PERMANECEM NA IGREJA

 

Sinceramente, queria muuuito saber como as terminações e conexões neurais de um cessacionista funcionam (se é que funcionam). Porque, manoziiinho, vou te falar...

Mas, vamos lá!!!

Paulo, ao escrever aos cristãos em Éfeso (cidade que ele ficou por bastante tempo) acerca dos dons (Ef 4.11-16) para administrar a Igreja, ele diz categoricamente que estes dons tem as seguintes finalidades:

a. Aperfeiçoamento dos santos
b. A obra do ministério
c. Edificação do corpo de Cristo
d. Todos cheguemos à unidade da fé
e. Conhecimento do Filho de Deus
f. A varão perfeito
g. À medida da estatura completa de Cristo

Sabendo que isto levaria a:

a. todo o corpo
b. bem ajustado e ligado
c. pelo auxílio de todas as juntas
d. segundo a justa operação de cada parte
e. faz o aumento do corpo
f. para sua edificação em amor.

A temática carismática também é abordada por Paulo em sua primeira carta aos coríntios (capítulos 12 e 14), onde ele diz que a Igreja deve procurar com zelo os melhores dons, “mas principalmente o de profetizar (1Co 14.1)”.

Sendo assim, perguntamos: Jesus já voltou e arrebatou, raptou a Sua Igreja da Terra?

Por que então, os anti dons insistem em afirmar que os dons são coisas do passado?

As afirmações do texto abaixo escrito são tão frágeis em si mesmas (o argumento da placa na estrada... coleeega...) que não se sustentam diante do texto puramente bíblico. E esse tipo de texto brota de quem se diz Sola Scriptura. Mais incoerência, impossível!!! 

nEle, que nos agraciou com os dons do Seu Espírito,
 
Ir. Márcio da Cruz
 
 
 
👇 👇 👇

Inerente à natureza de um sinal, porém, é seu caráter temporariamente limitado. Um sinal a marcar uma curva na rodovia não é mais necessário a um viajante depois que a mudança de direção tenha sido feita. O viajante não apanha o sinal para levá-lo consigo. Uma vez tenha-se completado a conversão, o sinal também terá completado sua utilidade.

As línguas são um sinal, um sinal que não mais é necessário. Aliás, em seus dias elas também serviram ao propósito de ser um método de revelação. Pois as línguas interpretadas eram equivalentes a profecia. Eram as próprias palavras de Deus que, quando corretamente entendidas, podiam edificar a igreja. Mas assim como a igreja não mais necessita de um sinal que estabeleça seu caráter todo-abrangente, assim tampouco a igreja necessita da revelação da nova verdade divina que as línguas puderam fornecer. Nem mais necessária é a palavra profética, visto que a plenitude da palavra profética tem sido preservada na Escritura.

Tampouco a igreja necessita do pseudoprofetismo, nem das pseudolínguas. Não se necessita de nenhum desvio da cristalina declaração do mistério divino que agora é revelado em toda a sua plenitude. A única coisa de que a igreja e o mundo necessitam hoje é da fiel proclamação da Palavra de Deus a nós legada desde os tempos de outrora. Não se necessita de nada mais.

O. Palmer Robertson
A Palavra Final – Resposta Bíblica à Questão das Línguas e Profecias Hoje, pp. 54,55

 

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

LÍNGUAS COMO EVIDÊNCIA FÍSICA INICIAL Parte 05



Todos os casos de batismos com o Espírito Santo relatados no livro de Atos, constituem uma sólida base para a afirmação de que o falar em línguas estranhas é a evidência física inicial de que o crente foi batizado com o Espírito Santo. Detenhamo-nos um pouco em analisar os cinco casos distintos como são apresentados no referido livro.

a. No dia de Pentecoste. “E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”. At 2.4.

Essa foi a primeira manifestação do Espírito Santo, após Jesus ter dito: "... e vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias”, At 1.5.

A demonstração comum ou evidência física inicial de que todos foram cheios do Espírito Santo, foi que todos falaram em línguas estranhas; línguas que não haviam aprendido, faladas, portanto, pela operação sobrenatural do Espírito Santo.

[...]

d. Em casa do centurião Cornélio. “E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus”, At 10.44-46.

Foi a ênfase dada por Pedro e seus companheiros a que os gentios em Cesaréia haviam recebido o dom do Espírito Santo da mesma forma como os quase cento e vinte no dia de Pentecoste, que apaziguou o ânimo dos apóstolos em Jerusalém, de sorte que disseram: “Na verdade até aos gentios deu Deus arrependimento para a vida!" At 11.18.

e. Sobre os discípulos em. Éfeso. “E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e profetizavam”. At 19.6.

Observe: vinte anos após o dia de Pentecoste, o batismo com o Espírito Santo ainda era acompanhado com a evidência inicial de falar línguas estranhas. Esta evidência satisfazia não só a um dos requisitos da doutrina apostólica quanto à manifestação do Espírito Santo, como também cumpria parte da palavra de Jesus em Marcos 16.17:

Estes sinais seguirão aos que crêem: ...falarão novas línguas”.

Crisóstomo, um dos grandes mestres da Igreja antiga, afirmou, muitos anos após os dias de Paulo:

Quem quer que fosse batizado nos dias apostólicos, logo falava línguas: recebiam eles o Espírito Santo”.

Também o grande mestre Myer Pearlman disse mais recentemente:

O batismo com o Espírito Santo nos tempos apostólicos era uma experiência na qual o Espírito de Deus fazia tal impacto direto e poderoso sobre o espírito do homem, que resultava num estado de êxtase e, naquele estado estático, uma pessoa falava extaticamente numa linguagem que jamais aprendera. Quando o mesmo Espírito de Deus realiza o mesmo impacto sobre nós, hoje, como ele fazia sobre aqueles primeiros discípulos, nós também experimentamos o mesmo estado estático e a mesma linguagem estática.”

A experiência do batismo com o Espírito Santo, como a da salvação, é uma experiência definida na vida do crente. E o falar em outras línguas no ato do batismo com o Espírito Santo, não só o define como um fato marcante, mas também transforma-o num capítulo a mais na vida do cristão.



Raimundo Ferreira de Oliveira
A Doutrina Pentecostal Hoje, capítulo 2, páginas 31-33

LÍNGUAS COMO EVIDÊNCIA FÍSICA INICIAL Parte 04





Uma experiência assim tão grandiosa e importante como o batismo no Espírito Santo sem dúvida será acompanhada de evidências indiscutíveis, a fim de que aquele que recebe não tenha qualquer incerteza quanto a ter recebido realmente a promessa do Pai. Uma parte das evidências manifesta-se imediatamente, enquanto outras continuam numa base permanente à medida que a pessoa anda na plenitude do Espírito.

1. Evidências imediatas

a) Falar em outras línguas conforme concedido pelo Espírito (At 2.4; 10.44-46; 19.6). A questão da evidência inicial da recepção do dom do Espírito Santo é da máxima importância para todos os que desejam ser cheios com o Espírito. É lógico que a experiência sobrenatural do batismo no Espírito Santo seja acompanhada por algum sinal definido e indiscutível, mediante o qual o indivíduo tenha certeza de tê-lo recebido. Existem muitas operações do Espírito, mas um só batismo no Espírito Santo. Se não houvesse qualquer evidência sobrenatural específica do batismo no Espírito Santo pela qual ele pudesse ser distinguido de todas as outras operações do Espírito, como alguém poderia ter certeza da sua experiência? Acreditamos que a evidência inicial do batismo no Espírito Santo seja falar em outras línguas, segundo o Espírito concede. A evidência da plenitude do Espírito no dia de Pentecostes foi a de falar em outras línguas, conforme concessão do Espírito. "Todos ficaram cheios do Espírito Santo, e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem" (At 2:4). A manifestação do Espírito no dia de Pentecostes foi o derramamento original para dar poder à igreja. Esse foi o padrão da experiência pentecostal. O que os discípulos fizeram ao serem cheios pela primeira vez, podemos esperar que todos os que sejam cheios nesse mesmo sentido também façam. Desde que o propósito da unção era dar poder para testemunhar, não é surpreendente que o sinal da experiência fosse manifestado em suas palavras.

Além do derramamento inicial do Espírito, como registrado em Atos 2.4, temos o relato da recepção do Espírito pelos crentes na casa de Cornélio, dado em Atos 10.44-46a:

"Ainda Pedro falava estas cousas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, que vieram com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo; pois os ouviam falando em línguas e engrandecendo a Deus."

É interessante e importante notar como os judeus que acompanharam Pedro reconheceram que aqueles gentios haviam recebido a experiência do Espírito Santo que os discípulos também haviam recebido no dia de Pentecostes. A Escritura diz que sabiam porque "os ouviam falando em línguas". Este versículo diz literalmente: "pois os ouviam continuando a falar em línguas". O falar em línguas não constituía uma breve confusão de sílabas, mas o falar fluente de um idioma que surpreendeu os ouvintes. Se os presentes ficaram convencidos de que os gentios tiveram uma experiência com o Espírito Santo equivalente à dos judeus pelo fato de falarem em línguas, então as línguas devem ser o sinal indiscutível ou a evidência inicial da experiência pentecostal. É possível saber hoje que o batismo é uma experiência pentecostal legítima, equivalente à dos discípulos, quando alguém fala outras línguas pelo poder do Espírito. O indivíduo não busca o falar em línguas, mas o Espírito propriamente dito; todavia, ele busca um sinal que o certifique de ter sido cheio à maneira bíblica.

Um terceiro registro dos crentes receberem a plenitude do Espírito, onde é especificamente mencionado que falaram em línguas, está registrado em Atos 19.6: "E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam." Isto ocorreu na cidade de Éfeso. A teoria defendida por alguns é que a unção do Espírito com a evidência do falar em outras línguas só foi dada quando um novo grupo racial aceitou o evangelho, tal como os judeus no Pentecostes, os samaritanos no reavivamento feito por Filipe e os gentios na casa de Cornélio. Mas esta teoria se anula aqui em Atos 19.6, onde não pode ser distinguido qualquer grupo étnico novo. O mesmo poderia ser dito a respeito dos coríntios, que evidentemente falavam em línguas.

Dois pensamentos devem ser observados neste ponto. Inicialmente, o primeiro e o último relatos bíblicos da recepção do Espírito Santo (At 2:4; 19:6) mencionam que os receptores falaram em línguas. Segundo, em cada registro de derramamentos do Espírito Santo, onde qualquer sinal é mencionado, a ideia inclui línguas. Onde não se fala em sinais, há evidência bastante forte de que os receptores fizeram isso.

A Pentecostal Fellowship of North America é uma associação de vinte e duas grandes denominações pentecostais dos Estados Unidos. A declaração de fé, com a qual todos os grupos-membros devem concordar, tem como quinto ponto: ״Cremos que o evangelho pleno inclui santidade de coração e vida, cura para o corpo e o batismo com o Espírito Santo com a evidência inicial de falar em outras línguas, segundo concedido pelo Espírito."



Guy P. Duffield e Nathaniel M. Van Cleave
Fundamentos da Teologia Pentecostal, Volume II, capítulo I, seção IV, letra H, páginas 80-83



LÍNGUAS COMO EVIDÊNCIA FÍSICA INICIAL Parte 03



Uma importante questão é saber se a pessoa foi realmente batizada no Espírito Santo. Seria ideal que o crente cheio do Espírito Santo apresentasse muitas evidências de sua condição. Entretanto, não estamos discutindo os resultados a longo prazo do batismo no Espírito, mas o testemunho imediato da própria experiência. Tem Deus provido tal indicador? Se o livro de Atos não é somente descritivo, mas possui um propósito teológico, e se a experiência da Igreja Primitiva, com seus registros, é realmente normativa (ver Roger Stronstad, The Charismatic Theology of St. Luke, Peabody, Mass.: Hendrickson Publishers, 1984) para a Igreja de todos os séculos, então a resposta é um retumbante “SIM!”

No dia de Pentecoste, dois sinais antecederam o derramamento do Espírito Santo. Ouviu-se “um som, como de um vento veemente e impetuoso” e “foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles” (At 2.2,3). Esses sinais particulares não se repetiram em experiências posteriores de batismo no Espírito Santo. Um sinal, entretanto, fazia parte real do batismo pentecostal: todos quantos foram cheios com o Espírito Santo “começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2.4). Essas “línguas” eram idiomas que eles nunca tinham aprendido, distribuídas individualmente, à parte da compreensão de cada um. Alguns dos presentes, que compreendiam os idiomas, reconheceram que eles estavam declarando “as grandezas de Deus” (At 2 .11). Esse sinal foi o mais espetacular dos fenômenos do dia de Pentecoste, e repetiu-se por várias vezes, duas das quais são registradas no livro de Atos (10.46 e 19.6).

É de especial importância o episódio ocorrido na casa de um centurião romano, Cornélio. Ali, por causa dos entranhados preconceitos dos judeus contra os gentios, fazia-se necessária uma evidência convincente. E somente uma evidência demonstrou que aqueles gentios haviam recebido “o dom do Espírito Santo”: os espantados crentes judeus ouviram-nos “falar em línguas e magnificar a Deus” (At 10.46), exatamente como acontecera no dia de Pentecoste (At 2.4,11). Mais tarde, ao ser criticado por haver entrado na casa de um gentio e comido com eles, tendo comunhão em torno da mesa, Pedro explicou: “E, quando comecei a falar, caiu sobre eles o Espírito Santo, como também sobre nós ao princípio. E lembrei-me do dito do Senhor quando disse: João certamente batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo. Portanto, se Deus lhes deu o mesmo dom que a nós, quando cremos no Senhor Jesus Cristo, quem era, então, eu, para que pudesse resistir a Deus?” (At 11.15-17). O versículo seguinte mostra-nos que os apóstolos e outros crentes judeus aceitavam o falar em línguas como evidência convincente do batismo no Espírito Santo: “E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade, até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida” (At 11.18). Por certo, numa época em que muitos pensam, esperam, acreditam e se maravilham com o batismo no Espírito, uma evidência convincente continua sendo necessária.

Alguns anos mais tarde, em Éfeso, os gentios receberam a experiência pentecostal, e “falavam em línguas e profetizavam” (At 19.6). Repete-se, mais uma vez, a completa experiência do batismo no Espírito Santo. O grego normalmente subentende que eles continuaram a falar em línguas e a profetizar. “O falar em línguas... continua a trazer enriquecimento ao crente individualmente, em suas devoções pessoais, e à congregação, quando acompanhado pela interpretação de línguas” (Where We Stand, Springfield, Mo.: Gospel Publishing House, 1990, pág. 147).

Se todas as referências à concessão pentecostal, no livro de Atos, forem reunidas em um único bloco, não haverá mais dúvidas de que as línguas são a evidência inicial e física do batismo no Espírito Santo. Visto que reconhecemos nas descrições históricas do livro de Atos um propósito teológico e a intenção de ser exemplo para a Igreja hoje, temos nele um forte fundamento para acreditar que os crentes que eram cheios do Espírito Santo esperavam a evidência do falar em línguas.


William W. Menzies e Stanley Horton
Doutrinas Bíblicas – Uma Perspectiva Pentecostal, capítulo 8, páginas 141-144

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

LÍNGUAS COMO EVIDÊNCIA FÍSICA INICIAL Parte 02




Como sabemos que a pessoa recebeu revestimento "carismático" do Espírito Santo? Em outras palavras: Qual é a evidência de que a pessoa recebeu o batismo no Espírito Santo? A questão não se resolve pelos quatro Evangelhos, porque estes contêm profecias da vinda do Espírito, e uma profecia toma-se clara somente pelo seu cumprimento; nem tampouco se resolve pelas Epístolas, porque em sua maioria são instruções pastorais às igrejas estabelecidas nas quais o poder do Espírito com suas manifestações exteriores era considerado como a experiência normal de todo cristão. É, portanto, evidente que o assunto deve decidir-se pelo livro de Atos dos Apóstolos que registra muitos casos de pessoas que receberam o batismo no Espírito e descreve os resultados que se seguiram.

Admitimos que em todos os casos mencionados no livro de Atos, os resultados do revestimento não são registrados; mas onde os resultados que se seguiram são descritos, sempre houve uma expressão imediata, sobrenatural, e exterior, convincente, não somente para quem recebeu, mas também para os outros presentes, em que um poder divino dominava essa pessoa; e em todos os casos houve um falar estático numa língua que essa pessoa nunca havia aprendido. Será essa declaração meramente a interpretação particular de um grupo religioso ou é reconhecida por outros grupos? O Dr. Rees, teólogo inglês de ideias liberais, escreve: "A glossolalia (o falar em línguas) era o dom mais evidente e popular dos primeiros anos da igreja. Parece que foi o acompanhamento regular e a evidência da descida do Espírito Santo sobre os crentes".

O Dr. G. B. Stevens, da Universidade de Yale, em seu livro "Teologia do Novo Testamento", escreve: "O Espírito era considerado como dom especial que nem sempre acompanhava o batismo e a fé. Os samaritanos não foram batizados com o Escrito Santo quando creram na Palavra de Deus. Eles haviam crido e foram batizados, mas foi somente quando Pedro e João impuseram as mãos sobre eles que o dom do Espírito foi derramado. Evidentemente, aqui se vê algum revestimento ou experiência especial". Comentando Atos 19:1-7, ele escreve: não somente não receberam o Espírito Santo quando creram, nem mesmo depois que foram batizados em nome de Cristo, mas unicamente quando Paulo impôs as mãos sobre eles é que veio o Espírito Santo e falaram em línguas e profetizaram. Aqui fica óbvio que o dom do Espírito é considerado como sinônimo do carisma estático (revestimento espiritual) de falar em línguas e profetizar.

O Dr. A. B. MacDonald, ministro escocês, presbiteriano, afirma: "A crença da igreja acerca do Espírito surgiu de um fato que ela experimentou. Os discípulos, bem cedo em sua carreira, notaram um novo poder que operava dentro deles. No princípio, essa manifestação mais extraordinária foi "falar em línguas", o poder de expressão oral estática numa língua não inteligível. Tanto esses que eram tomados por esse poder, como também os que viam e ouviam suas manifestações foram convencidos de que um poder superior atingira suas vidas, dotando-os de capacidades de expressão e de outros dons, que pareciam ser algo diferente, e não apenas uma intensificação da capacidade que já possuíam. Pessoas que até então não pareciam ser nada além do comum, repentinamente se tornaram capazes de orar e de se expressar veementemente, em atitudes sublimes nas quais era manifesto que conversavam com o Invisível."

Ele declara que o falar em línguas "parece ter sido o que mais atraia, e a manifestação mais proeminente do Espírito, no princípio".



Myer Pearlman
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, capítulo 9, páginas 312-314.

domingo, 22 de setembro de 2019

LÍNGUAS COMO EVIDÊNCIA FÍSICA INICIAL Parte 01




Os pentecostais acreditam que sua conclusão a respeito de serem as línguas evidência física inicial do batismo no Espírito Santo baseia-se nas Escrituras, especialmente em Atos dos Apóstolos. Nos três casos onde Lucas registra pormenores de como os indivíduos receberam o batismo no Espírito Santo, o falar em outras línguas fica claramente em evidência. No dia de Pentecostes, os 120 falaram em línguas - glossolalia - as quais não dominavam em circunstâncias normais (At 2.4). Declara Ralph M. Riggs: "Esse falar em outras línguas veio, então, a ser o sinal e evidência de que o Espírito Santo descera sobre os cristãos neotestamentários". Caso nítido é o incidente de Cornélio (At 10.44-46). Horton observa: "O Espírito ofereceu a evidência, e foi de um só tipo: 'Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus' (exatamente como em At 2.4,11). A terceira e última ocorrência é o episódio que envolve os discípulos em Éfeso (At 19.1-6). Howard Ervin comenta: "A natureza evidenciai da glossolalia aqui é fortemente ressaltada pelo comentário de que 'o falar em outras línguas com profecia era prova indubitável externa de que o Espírito Santo viera sobre esses 12 discípulos efésios desinformados'".

Exegetas competentes, inclusive a maioria dos estudiosos não-pentecostais, reconhecem sem hesitação que Lucas fala da manifestação sobrenatural das línguas nos três casos. Os estudiosos pentecostais sustentam, ainda, que Lucas revela um padrão nos três casos - uma experiência distintiva no Espírito, evidenciada pelo falar em línguas. Conforme declara J. R. Williams, nos três casos, "falar em outras línguas era evidência nítida de que o Espírito Santo havia sido outorgado".

Os pentecostais acreditam também que as línguas, semelhantemente, manifestaram-se nas demais ocorrências de batismo inicial, em Atos, apenas Lucas preferiu não repetir os detalhes. Os pentecostais sustentam, por exemplo, que os crentes samaritanos (At 8.4-24) falaram em línguas como os 120 no dia de Pentecostes, os da casa de Cornélio e os discípulos efésios. Ervin formula a pergunta óbvia: "O que Simão viu, que o convenceu de terem os discípulos samaritanos recebido o Espírito Santo mediante a imposição das mãos de Pedro e de João?" Ervin cita vários estudiosos não-pentecostais que confirmam a sua resposta. "
O contexto justifica a conclusão de que esses convertidos samaritanos receberam o batismo no Espírito Santo depois da sua conversão, com a evidência provável do falar em outras línguas". F. F. Bruce parece concordar com isso, ao comentar a experiência dos samaritanos: "O contexto não deixa dúvida alguma de que o recebimento do Espírito foi acompanhado por manifestações externas, como as que haviam marcado a sua descida aos primeiros discípulos, no Pentecostes". Entre os estudiosos citados por Ervin está A. T. Robertson. Ele assevera que o texto, nesse caso, "demonstra claramente que os que receberam o dom do Espírito Santo falaram em línguas".

Os pentecostais sustentam que o falar em outras línguas era a experiência normal, esperada de todos os crentes neotestamentários batizados no Espírito Santo. Isto é, "a atividade primária consequente ao recebimento do Espírito Santo foi a de falar em línguas". Por causa disso, Lucas não via necessidade de ressaltar o falar em outras línguas cada vez que narrava uma nova ocorrência. Os leitores de Lucas deviam saber que os crentes falavam em outras línguas quando eram batizados no Espírito Santo. Por isso os pentecostais sustentam que não somente os convertidos samaritanos, mas também Paulo e outros que Lucas descreve, manifestaram a evidência inicial de falar em outras línguas. No caso de Paulo, ressaltam sua declaração aos coríntios de que falava em outras línguas (1 Co 14.18). Baseado nisso, Ervin apresenta um sólido argumento em favor de sua afirmação de que "Paulo também falava em outras línguas quando recebeu o dom pentecostal do Espírito Santo".


Resumindo: os pentecostais observam que, em alguns casos, Lucas descreve detalhadamente o batismo no Espírito Santo (os discípulos no dia de Pentecostes, Cornélio e os efésios). Em cada um desses casos, o falar em outras línguas é a evidência clara dessa experiência. Nos casos em que não menciona especificamente as línguas (por exemplo: os samaritanos e Paulo), estas eram manifestas, porém não havia necessidade de reiterar sempre os pormenores. Os pentecostais acreditam que o falar em línguas era a evidência inicial em todos os casos; sustentam que Lucas revelou um padrão consistente no período do Novo Testamento - uma experiência distintiva do batismo no Espírito Santo, separável da regeneração e evidenciada inicialmente pelo falar em outras línguas.


John W. Wyckoff
Teologia Sistemática – Uma Perspectiva Pentecostal – capítulo 13, pp. 447-449

quarta-feira, 15 de julho de 2009

ENOQUE: FAZENDO MISSÕES ATÉ O ARREBATAMENTO



Enoque viveu sessenta e cinco anos e gerou a Metusalém. Andou Enoque com Deus; e, depois que gerou a Metusalém, viveu trezentos anos; e teve filhos e filhas. Todos os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos. Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si” - Gn 5.21-24

Quanto a estes foi que também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que veio o Senhor entre suas santas miríades, para exercer juízo contra todos e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram e acerca de todas as palavras insolentes que ímpios pecadores proferiram contra ele” - Judas vv. 14,15

 
Lendo os textos acima, você consegue se enxergar em Enoque?
Como está a tua vida em relação a Deus, ao teu próximo, à Obra do Senhor e a ti mesmo?
 
Falar de Enoque como um dos grandes e honrados filhos de Deus é muito fácil. Levar uma vida semelhante a dele é o grande dilema.

Deus contemplou a maldade acelerada no homem. Decidiu entrar com providência a respeito e usou alguém que Ele sabia que podia contar. Afinal de contas, o texto sagrado diz que Enoque ANDAVA com Deus. Lições sobre essa afirmação:
 
1. Enoque conhecia a Deus;
2. Enoque conhecia a Sua voz;
3. Enoque estava disponível para ser Seu porta-voz;
4. Enoque não temeu represália;
5. Enoque recebeu a recompensa por sua fidelidade.
 
Agora, você pode (sincera e honestamente) tirar o nome de Enoque e colocar o seu no lugar?
Vivemos os Dias de Noé, e tal como Enoque que o precedeu, devemos anunciar que o Juízo de Deus está por vir, mas que existe saída para escapar de tão grande condenação (Rm 8.1).

Levantemos mais do que nunca a Bandeira do Evangelho de Cristo e dizer a todos que: JESUS,ELE, Salva, Batiza com o Espírito Santo, Cura, Liberta, Transforma e Breve Voltará para levar os Seus fieis ao Senhor Deus para estarem junto Dele, na Glória. Jo 14.3

Lembre-se: antes do arrebatamento há muito trabalho a ser feito. Foi o que Enoque fez. Sigamos o exemplo. Não olhemos para os outros, sigamos a pisada do Mestre Galileu e fixemos nossos olhos Nele (1 Pe 2.21; Hb 12.2) e corramos, pois temos que fazer MISSÕES ATÉ O ARREBATAMENTO.


Em Cristo, Senhor da Seara,

Ir. Márcio da Cruz

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O MISSIONÁRIO E A SUA CHAMADA PESSOAL




A Bíblia relata alguns fatos sobre chamada para trabalhar e as escusas dos chamados. Em uma geração de indecisos e na maioria dos casos empolgados, como ter a certeza, a convicção de fato que o que estou fazendo é a minha vocação no Reino de Deus?

O primeiro passo para ter a certeza da chamada e da convicção é ser CONVERTIDO de fato e de verdade.

Mas, o que seria conversão?

De acordo com o Dicionário Teológico (CPAD), conversão é a “mudança que Deus opera na vida do que aceita a Cristo como seu Salvador pessoal, modificando-lhe radicalmente a MANEIRA de SER, PENSAR e AGIR”.

Jesus rejeitou alguns que tentavam segui-Lo sem abrir mãos de seus privilégios (Mt 19.16-22; Lc 14.25-33). Há muitos que se consideram fieis a Deus, mas fazem coisas que Ele reprova. É essencial uma constante auto análise.

Mas, o que Jesus exige para sermos realmente aceitos para sermos usados com poder e autoridade?


1. Humildade Espiritual
O primeiro passo em direção à bem-aventurança é ser pobre em espírito (Mt 5.3). A verdadeira conversão só ocorre quando a pessoa se humilha primeiro.

Mt 18.1-5 nos mostra Jesus ensinando que se deve ser como uma criança (inocência, pureza, alegria, sinceridade) para entrar no Reino de Deus e porque não dizer, ser usado por Ele. Aleluia por isso! Oh, Senhor, torna-nos como crianças em Tua presença.


2. Cálculo das Despesas
Na atual teologia que passeia na Igreja, pagar preço não é visto com bons olhos por muitos cristãos. Afinal, como alguns dizem “pagar o quê, se Jesus pagou tudo na cruz?”.

Isto é verdade se for inserido no contexto de salvação, pois, “pela graça sois salvos mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus – Ef 2.8”.

Jesus tinha conhecimento do preço a ser pago para efetuar a obra da salvação. Era-lhe necessário enfrentar a cruz. De Sua boca – frisando que Isaías profetizou + ou – 700 anos antes que não foi achado dolo em Sua boca – saíram as seguintes palavras:

Se alguém vem a mim, e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo... Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo – Lucas 14.26,27,33”.

O preço a qual a Palavra do Senhor se refere, é o de renunciar (desistir, deixar voluntariamente, rejeitar, recusar, abandonar) o EU (vontades, desejos, paixões) para poder mostrar que a nossa conversão é sincera e verdadeira. A verdadeira conversão molda as nossas intenções, motivações.


3. Verdadeiro Arrependimento
O arrependimento (tristeza causada pela violação das leis divinas, pela qual o indivíduo é constrangido a voltar-se a Deus para implorar-lhe o imerecido favor) é essencial à verdadeira conversão (At 2.38; 17.30), e envolve morrer para o pecado (Rm 6). Tem que haver uma mudança radical de estilo de vida, que é o reflexo do arrependimento. Não há conversão sem transformação. O arrependimento é um compromisso sério, determinado, de mudar sua própria vida. “Que tal se arrepender daquele detalhezinho que está guardadinho lá no cantinho do quartinho escuro no seu coraçãozinho e trancadinho a 70x7 chaves?”


4. A Chamada é Pessoal
A chamada para o serviço cristão precisa ser genuína (Êx 3.2-10); não pode ser fruto do emocionalismo, ou do sensacionalismo, ou ainda do sentimentalismo, mas, uma experiência comprovada que mude a vida do obreiro. Como disse o rabino da Galileia: “pelos frutos se conhece as árvores – Lc 7. 44”.

Exemplo de Chamada Verdadeira


A CHAMADA DE MOISÉS

a. Na chamada missionária tem que haver fogo – Êx 3.2;
b. Tem que haver santidade – Êx 3.5;
c. Santidade deve ser visível na vida do missionário – 1Pe 1.14-16;
d. Uma marca na vida do missionário – 2Rs 4.9; Gl 6.17; Hb 12.14.

O vaso para Deus usar tem que ser escolhido (At 9.15), não deve ser qualquer um e isso nos ensina que Deus não aceita qualquer coisa no altar. Vejamos as características do vaso:

  • Não pode ser quebrado senão o azeite se perde;
  • Deve estar de boca pra cima para receber o azeite;
  • Tem que estar limpo, senão o azeite se contamina;
  • Tem que estar vazio, para ser cheio do Espírito Santo;
  • Tem que estar no lugar certo, em plena disponibilidade para o uso de Deus;
  • Tem que estar pronto para ser quebrado se necessário, pois o divino Oleiro dá ao vaso a forma e tamanho que Ele bem entender.

Que a chama do Senhor arda em sua vida e jamais se apague!

Ir. Márcio da Cruz