Rádio Hinos Inspirados


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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

A AMPLA SUFICIÊNCIA E PROVIDÊNCIA DE DEUS PARA OS SEUS

 



Is 28:29 Até isto procede do SENHOR dos Exércitos, porque é maravilhoso em conselho e grande em obra.

Jo 10:10 O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância.

2Co 9:8 E Deus é poderoso para tornar abundante em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em toda boa obra.

Fp 4:7 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.


Com o advento do pecado no mundo, o ser humano foi tomado por completo de pesadas e mortais consequências (Rm 5.12). Seu espírito, alma e corpo foram impactados de forma que só o Messias do SENHOR (JESUS) pode restaurar o homem por completo (2Co 5.17) e fazê-lo permanecer de pé diante de toda e qualquer circunstância, desde que o homem permaneça na presença de Deus (1Jo 5.18; 1Co 10.12).

Então, quando Jesus fala sobre VIDA ABUNDANTE, Ele não prometeu abundância de problemas, de dores, de tristezas, de remédios controlados, de tribulações, de doenças, vida vazia e solitária e coisas semelhantemente negativas. Inclusive, Ele próprio alertou que aflições haveriam e viriam, mas Ele garantiu tranquilidade ao afirmar que já havia vencido o mundo e que bastava estar nEle para ter paz em meio ao caos (Jo 16.30,31).

A vida que JESUS prometeu está além da compreensão humana, pois não depende do homem para se firmar. Tiago afirma que “toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação” (Tg 1.17). Sendo assim, reside nEle a fonte de toda essa paz. Não foi isso que Ele afirmou aos Seus discípulos, quando disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”? (Jo 14.27). Ou seja, basta ao homem, ir até Jesus, entregar-se a Ele e nEle confiar com todas as suas forças, intelecto e coração. Lembrando que Ele mesmo disse que quem fosse a Ele, acharia descanso para a sua alma (Mt 11.29).

Depois de JESUS prometer deixar a Sua paz, Ele diz: “Não se turbe (tarassô) o vosso coração (Jo 14.27)”. Interessante aqui o uso deste termo. Ele fala sobre “causar uma comoção interna a alguém, tirar sua paz de mente, perturbar sua tranquilidade e, também, inquietar o espírito de alguém com medo e temor - Strong”.

Quando a Bíblia fala de VIDA, em Jo 10.10, ela refere-se ao “estado de alguém que está cheio de vitalidade ou é animado; vida abençoada - Strong”. Falando em ABUNDÂNCIA, fala de “estar além em quantidade e qualidade; excessiva e mais que suficiente; além da medida – Strong e Vincent”. Jesus quando disse isso, Ele o fez contrastando-se com o mercenário, o ladrão, o falso pastor que vem pra roubar, matar e destruir.
 
JESUS É A CURA PLENA E REAL. ALELUIA!!!

Agora... uma coisa precisa também ser dita. Muito do que fazemos pode influenciar em uma baixa qualidade de vida e trazer consequências ruins para nós. Nossa vida desregrada na alimentação, no sedentarismo, o relaxamento para com as coisas de Deus, etc. Temos que ter a consciência de que nossas atitudes são responsabilidades exclusivamente nossas. Não podemos viver dissolutamente e querer jogar a conta da nossa irresponsabilidade no colo de JESUS. Ele faz (aliás, Ele faz tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos – Ef 3.20), mas também nós temos que fazer a nossa parte. Isso se chama sinergia.

Diante de tudo que lemos, precisamos tomar uma atitude. Ficarmos prostrados diante das dificuldades e aflições ou diante dAquele que tem poder para nos socorrer (Hb 4.14-16).

DECIDA-SE!!!


nEle, o Yahweh Ropheka

Ir. Márcio da Cruz

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

LÍNGUAS COMO EVIDÊNCIA FÍSICA INICIAL Parte 05



Todos os casos de batismos com o Espírito Santo relatados no livro de Atos, constituem uma sólida base para a afirmação de que o falar em línguas estranhas é a evidência física inicial de que o crente foi batizado com o Espírito Santo. Detenhamo-nos um pouco em analisar os cinco casos distintos como são apresentados no referido livro.

a. No dia de Pentecoste. “E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”. At 2.4.

Essa foi a primeira manifestação do Espírito Santo, após Jesus ter dito: "... e vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias”, At 1.5.

A demonstração comum ou evidência física inicial de que todos foram cheios do Espírito Santo, foi que todos falaram em línguas estranhas; línguas que não haviam aprendido, faladas, portanto, pela operação sobrenatural do Espírito Santo.

[...]

d. Em casa do centurião Cornélio. “E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus”, At 10.44-46.

Foi a ênfase dada por Pedro e seus companheiros a que os gentios em Cesaréia haviam recebido o dom do Espírito Santo da mesma forma como os quase cento e vinte no dia de Pentecoste, que apaziguou o ânimo dos apóstolos em Jerusalém, de sorte que disseram: “Na verdade até aos gentios deu Deus arrependimento para a vida!" At 11.18.

e. Sobre os discípulos em. Éfeso. “E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e profetizavam”. At 19.6.

Observe: vinte anos após o dia de Pentecoste, o batismo com o Espírito Santo ainda era acompanhado com a evidência inicial de falar línguas estranhas. Esta evidência satisfazia não só a um dos requisitos da doutrina apostólica quanto à manifestação do Espírito Santo, como também cumpria parte da palavra de Jesus em Marcos 16.17:

Estes sinais seguirão aos que crêem: ...falarão novas línguas”.

Crisóstomo, um dos grandes mestres da Igreja antiga, afirmou, muitos anos após os dias de Paulo:

Quem quer que fosse batizado nos dias apostólicos, logo falava línguas: recebiam eles o Espírito Santo”.

Também o grande mestre Myer Pearlman disse mais recentemente:

O batismo com o Espírito Santo nos tempos apostólicos era uma experiência na qual o Espírito de Deus fazia tal impacto direto e poderoso sobre o espírito do homem, que resultava num estado de êxtase e, naquele estado estático, uma pessoa falava extaticamente numa linguagem que jamais aprendera. Quando o mesmo Espírito de Deus realiza o mesmo impacto sobre nós, hoje, como ele fazia sobre aqueles primeiros discípulos, nós também experimentamos o mesmo estado estático e a mesma linguagem estática.”

A experiência do batismo com o Espírito Santo, como a da salvação, é uma experiência definida na vida do crente. E o falar em outras línguas no ato do batismo com o Espírito Santo, não só o define como um fato marcante, mas também transforma-o num capítulo a mais na vida do cristão.



Raimundo Ferreira de Oliveira
A Doutrina Pentecostal Hoje, capítulo 2, páginas 31-33

LÍNGUAS COMO EVIDÊNCIA FÍSICA INICIAL Parte 04





Uma experiência assim tão grandiosa e importante como o batismo no Espírito Santo sem dúvida será acompanhada de evidências indiscutíveis, a fim de que aquele que recebe não tenha qualquer incerteza quanto a ter recebido realmente a promessa do Pai. Uma parte das evidências manifesta-se imediatamente, enquanto outras continuam numa base permanente à medida que a pessoa anda na plenitude do Espírito.

1. Evidências imediatas

a) Falar em outras línguas conforme concedido pelo Espírito (At 2.4; 10.44-46; 19.6). A questão da evidência inicial da recepção do dom do Espírito Santo é da máxima importância para todos os que desejam ser cheios com o Espírito. É lógico que a experiência sobrenatural do batismo no Espírito Santo seja acompanhada por algum sinal definido e indiscutível, mediante o qual o indivíduo tenha certeza de tê-lo recebido. Existem muitas operações do Espírito, mas um só batismo no Espírito Santo. Se não houvesse qualquer evidência sobrenatural específica do batismo no Espírito Santo pela qual ele pudesse ser distinguido de todas as outras operações do Espírito, como alguém poderia ter certeza da sua experiência? Acreditamos que a evidência inicial do batismo no Espírito Santo seja falar em outras línguas, segundo o Espírito concede. A evidência da plenitude do Espírito no dia de Pentecostes foi a de falar em outras línguas, conforme concessão do Espírito. "Todos ficaram cheios do Espírito Santo, e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem" (At 2:4). A manifestação do Espírito no dia de Pentecostes foi o derramamento original para dar poder à igreja. Esse foi o padrão da experiência pentecostal. O que os discípulos fizeram ao serem cheios pela primeira vez, podemos esperar que todos os que sejam cheios nesse mesmo sentido também façam. Desde que o propósito da unção era dar poder para testemunhar, não é surpreendente que o sinal da experiência fosse manifestado em suas palavras.

Além do derramamento inicial do Espírito, como registrado em Atos 2.4, temos o relato da recepção do Espírito pelos crentes na casa de Cornélio, dado em Atos 10.44-46a:

"Ainda Pedro falava estas cousas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, que vieram com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo; pois os ouviam falando em línguas e engrandecendo a Deus."

É interessante e importante notar como os judeus que acompanharam Pedro reconheceram que aqueles gentios haviam recebido a experiência do Espírito Santo que os discípulos também haviam recebido no dia de Pentecostes. A Escritura diz que sabiam porque "os ouviam falando em línguas". Este versículo diz literalmente: "pois os ouviam continuando a falar em línguas". O falar em línguas não constituía uma breve confusão de sílabas, mas o falar fluente de um idioma que surpreendeu os ouvintes. Se os presentes ficaram convencidos de que os gentios tiveram uma experiência com o Espírito Santo equivalente à dos judeus pelo fato de falarem em línguas, então as línguas devem ser o sinal indiscutível ou a evidência inicial da experiência pentecostal. É possível saber hoje que o batismo é uma experiência pentecostal legítima, equivalente à dos discípulos, quando alguém fala outras línguas pelo poder do Espírito. O indivíduo não busca o falar em línguas, mas o Espírito propriamente dito; todavia, ele busca um sinal que o certifique de ter sido cheio à maneira bíblica.

Um terceiro registro dos crentes receberem a plenitude do Espírito, onde é especificamente mencionado que falaram em línguas, está registrado em Atos 19.6: "E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam." Isto ocorreu na cidade de Éfeso. A teoria defendida por alguns é que a unção do Espírito com a evidência do falar em outras línguas só foi dada quando um novo grupo racial aceitou o evangelho, tal como os judeus no Pentecostes, os samaritanos no reavivamento feito por Filipe e os gentios na casa de Cornélio. Mas esta teoria se anula aqui em Atos 19.6, onde não pode ser distinguido qualquer grupo étnico novo. O mesmo poderia ser dito a respeito dos coríntios, que evidentemente falavam em línguas.

Dois pensamentos devem ser observados neste ponto. Inicialmente, o primeiro e o último relatos bíblicos da recepção do Espírito Santo (At 2:4; 19:6) mencionam que os receptores falaram em línguas. Segundo, em cada registro de derramamentos do Espírito Santo, onde qualquer sinal é mencionado, a ideia inclui línguas. Onde não se fala em sinais, há evidência bastante forte de que os receptores fizeram isso.

A Pentecostal Fellowship of North America é uma associação de vinte e duas grandes denominações pentecostais dos Estados Unidos. A declaração de fé, com a qual todos os grupos-membros devem concordar, tem como quinto ponto: ״Cremos que o evangelho pleno inclui santidade de coração e vida, cura para o corpo e o batismo com o Espírito Santo com a evidência inicial de falar em outras línguas, segundo concedido pelo Espírito."



Guy P. Duffield e Nathaniel M. Van Cleave
Fundamentos da Teologia Pentecostal, Volume II, capítulo I, seção IV, letra H, páginas 80-83



LÍNGUAS COMO EVIDÊNCIA FÍSICA INICIAL Parte 03



Uma importante questão é saber se a pessoa foi realmente batizada no Espírito Santo. Seria ideal que o crente cheio do Espírito Santo apresentasse muitas evidências de sua condição. Entretanto, não estamos discutindo os resultados a longo prazo do batismo no Espírito, mas o testemunho imediato da própria experiência. Tem Deus provido tal indicador? Se o livro de Atos não é somente descritivo, mas possui um propósito teológico, e se a experiência da Igreja Primitiva, com seus registros, é realmente normativa (ver Roger Stronstad, The Charismatic Theology of St. Luke, Peabody, Mass.: Hendrickson Publishers, 1984) para a Igreja de todos os séculos, então a resposta é um retumbante “SIM!”

No dia de Pentecoste, dois sinais antecederam o derramamento do Espírito Santo. Ouviu-se “um som, como de um vento veemente e impetuoso” e “foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles” (At 2.2,3). Esses sinais particulares não se repetiram em experiências posteriores de batismo no Espírito Santo. Um sinal, entretanto, fazia parte real do batismo pentecostal: todos quantos foram cheios com o Espírito Santo “começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2.4). Essas “línguas” eram idiomas que eles nunca tinham aprendido, distribuídas individualmente, à parte da compreensão de cada um. Alguns dos presentes, que compreendiam os idiomas, reconheceram que eles estavam declarando “as grandezas de Deus” (At 2 .11). Esse sinal foi o mais espetacular dos fenômenos do dia de Pentecoste, e repetiu-se por várias vezes, duas das quais são registradas no livro de Atos (10.46 e 19.6).

É de especial importância o episódio ocorrido na casa de um centurião romano, Cornélio. Ali, por causa dos entranhados preconceitos dos judeus contra os gentios, fazia-se necessária uma evidência convincente. E somente uma evidência demonstrou que aqueles gentios haviam recebido “o dom do Espírito Santo”: os espantados crentes judeus ouviram-nos “falar em línguas e magnificar a Deus” (At 10.46), exatamente como acontecera no dia de Pentecoste (At 2.4,11). Mais tarde, ao ser criticado por haver entrado na casa de um gentio e comido com eles, tendo comunhão em torno da mesa, Pedro explicou: “E, quando comecei a falar, caiu sobre eles o Espírito Santo, como também sobre nós ao princípio. E lembrei-me do dito do Senhor quando disse: João certamente batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo. Portanto, se Deus lhes deu o mesmo dom que a nós, quando cremos no Senhor Jesus Cristo, quem era, então, eu, para que pudesse resistir a Deus?” (At 11.15-17). O versículo seguinte mostra-nos que os apóstolos e outros crentes judeus aceitavam o falar em línguas como evidência convincente do batismo no Espírito Santo: “E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade, até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida” (At 11.18). Por certo, numa época em que muitos pensam, esperam, acreditam e se maravilham com o batismo no Espírito, uma evidência convincente continua sendo necessária.

Alguns anos mais tarde, em Éfeso, os gentios receberam a experiência pentecostal, e “falavam em línguas e profetizavam” (At 19.6). Repete-se, mais uma vez, a completa experiência do batismo no Espírito Santo. O grego normalmente subentende que eles continuaram a falar em línguas e a profetizar. “O falar em línguas... continua a trazer enriquecimento ao crente individualmente, em suas devoções pessoais, e à congregação, quando acompanhado pela interpretação de línguas” (Where We Stand, Springfield, Mo.: Gospel Publishing House, 1990, pág. 147).

Se todas as referências à concessão pentecostal, no livro de Atos, forem reunidas em um único bloco, não haverá mais dúvidas de que as línguas são a evidência inicial e física do batismo no Espírito Santo. Visto que reconhecemos nas descrições históricas do livro de Atos um propósito teológico e a intenção de ser exemplo para a Igreja hoje, temos nele um forte fundamento para acreditar que os crentes que eram cheios do Espírito Santo esperavam a evidência do falar em línguas.


William W. Menzies e Stanley Horton
Doutrinas Bíblicas – Uma Perspectiva Pentecostal, capítulo 8, páginas 141-144

domingo, 22 de setembro de 2019

LÍNGUAS COMO EVIDÊNCIA FÍSICA INICIAL Parte 01




Os pentecostais acreditam que sua conclusão a respeito de serem as línguas evidência física inicial do batismo no Espírito Santo baseia-se nas Escrituras, especialmente em Atos dos Apóstolos. Nos três casos onde Lucas registra pormenores de como os indivíduos receberam o batismo no Espírito Santo, o falar em outras línguas fica claramente em evidência. No dia de Pentecostes, os 120 falaram em línguas - glossolalia - as quais não dominavam em circunstâncias normais (At 2.4). Declara Ralph M. Riggs: "Esse falar em outras línguas veio, então, a ser o sinal e evidência de que o Espírito Santo descera sobre os cristãos neotestamentários". Caso nítido é o incidente de Cornélio (At 10.44-46). Horton observa: "O Espírito ofereceu a evidência, e foi de um só tipo: 'Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus' (exatamente como em At 2.4,11). A terceira e última ocorrência é o episódio que envolve os discípulos em Éfeso (At 19.1-6). Howard Ervin comenta: "A natureza evidenciai da glossolalia aqui é fortemente ressaltada pelo comentário de que 'o falar em outras línguas com profecia era prova indubitável externa de que o Espírito Santo viera sobre esses 12 discípulos efésios desinformados'".

Exegetas competentes, inclusive a maioria dos estudiosos não-pentecostais, reconhecem sem hesitação que Lucas fala da manifestação sobrenatural das línguas nos três casos. Os estudiosos pentecostais sustentam, ainda, que Lucas revela um padrão nos três casos - uma experiência distintiva no Espírito, evidenciada pelo falar em línguas. Conforme declara J. R. Williams, nos três casos, "falar em outras línguas era evidência nítida de que o Espírito Santo havia sido outorgado".

Os pentecostais acreditam também que as línguas, semelhantemente, manifestaram-se nas demais ocorrências de batismo inicial, em Atos, apenas Lucas preferiu não repetir os detalhes. Os pentecostais sustentam, por exemplo, que os crentes samaritanos (At 8.4-24) falaram em línguas como os 120 no dia de Pentecostes, os da casa de Cornélio e os discípulos efésios. Ervin formula a pergunta óbvia: "O que Simão viu, que o convenceu de terem os discípulos samaritanos recebido o Espírito Santo mediante a imposição das mãos de Pedro e de João?" Ervin cita vários estudiosos não-pentecostais que confirmam a sua resposta. "
O contexto justifica a conclusão de que esses convertidos samaritanos receberam o batismo no Espírito Santo depois da sua conversão, com a evidência provável do falar em outras línguas". F. F. Bruce parece concordar com isso, ao comentar a experiência dos samaritanos: "O contexto não deixa dúvida alguma de que o recebimento do Espírito foi acompanhado por manifestações externas, como as que haviam marcado a sua descida aos primeiros discípulos, no Pentecostes". Entre os estudiosos citados por Ervin está A. T. Robertson. Ele assevera que o texto, nesse caso, "demonstra claramente que os que receberam o dom do Espírito Santo falaram em línguas".

Os pentecostais sustentam que o falar em outras línguas era a experiência normal, esperada de todos os crentes neotestamentários batizados no Espírito Santo. Isto é, "a atividade primária consequente ao recebimento do Espírito Santo foi a de falar em línguas". Por causa disso, Lucas não via necessidade de ressaltar o falar em outras línguas cada vez que narrava uma nova ocorrência. Os leitores de Lucas deviam saber que os crentes falavam em outras línguas quando eram batizados no Espírito Santo. Por isso os pentecostais sustentam que não somente os convertidos samaritanos, mas também Paulo e outros que Lucas descreve, manifestaram a evidência inicial de falar em outras línguas. No caso de Paulo, ressaltam sua declaração aos coríntios de que falava em outras línguas (1 Co 14.18). Baseado nisso, Ervin apresenta um sólido argumento em favor de sua afirmação de que "Paulo também falava em outras línguas quando recebeu o dom pentecostal do Espírito Santo".


Resumindo: os pentecostais observam que, em alguns casos, Lucas descreve detalhadamente o batismo no Espírito Santo (os discípulos no dia de Pentecostes, Cornélio e os efésios). Em cada um desses casos, o falar em outras línguas é a evidência clara dessa experiência. Nos casos em que não menciona especificamente as línguas (por exemplo: os samaritanos e Paulo), estas eram manifestas, porém não havia necessidade de reiterar sempre os pormenores. Os pentecostais acreditam que o falar em línguas era a evidência inicial em todos os casos; sustentam que Lucas revelou um padrão consistente no período do Novo Testamento - uma experiência distintiva do batismo no Espírito Santo, separável da regeneração e evidenciada inicialmente pelo falar em outras línguas.


John W. Wyckoff
Teologia Sistemática – Uma Perspectiva Pentecostal – capítulo 13, pp. 447-449