Rádio Hinos Inspirados


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

EVANGELISTA



EVANGELISTA - euangelistes (εύαγγελιστής)

Literalmente, “mensageiro do bem” (formado de eu, “bem”, e angelos, “mensageiro”), denota “pregador do Evangelho” (At 21.8; Ef 4.11, que deixa claro a distinção da função nas igrejas; 2Tm 4.5). Contraste com o verbo euangelizõ, “proclamar notícias boas”, e o termo euangelion, “boas notícias, evangelho”. Os missionários são “evangelistas” por serem essencialmente pregadores do Evangelho.

EVANGELISTAS. No NT, evangelistas eram homens de Deus, capacitados e comissionados por Deus para anunciar o evangelho, i.e., as boas novas da salvação aos perdidos e ajudar a estabelecer uma nova obra numa localidade. A proclamação do evangelho reúne em si a oferta e o poder da salvação (Rm 1.16).

(1) Filipe, o “evangelista” (At 21.8), claramente retrata a obra deste ministério, segundo o padrão do NT. (a) Filipe pregou o evangelho de Cristo (At 8.4,5,35). (b) Muitos foram salvos e batizados em água (At 8.6,12). (c) Sinais, milagres, curas e libertação de espíritos malignos acompanhavam as suas pregações (At 8.6,7,13). (d) Os novos convertidos recebiam a plenitude do Espírito Santo (At 8.14-17).

(2) O evangelista é essencial no propósito de Deus para a igreja. A igreja que deixar de apoiar e promover o ministério de evangelista cessará de ganhar convertidos segundo o desejo de Deus. Tornar-se-á uma igreja estática, sem crescimento e indiferente à obra missionária. A igreja que reconhece o dom espiritual de evangelista e tem amor intenso pelos perdidos, proclamará a mensagem da salvação com poder convincente e redentor (At 2.14-41).

Fontes: Dicionário VINE e BEP (Bíblia de Estudo Pentecostal), ambas obras CPAD.



COMENTÁRIO:
1. EVANGELISTA tem como base a CRUZ.

A CRUZ, tal como uma rosa tem sua beleza, perfume, mas também seus espinhos. Os imediatismos de hoje estão sufocando a verdadeira mensagem do verdadeiro Evangelista. Jesus deixou bem claro que lutas não faltariam (Jo 16.33), assim como a Sua presença para nos fortalecer e nos guiar (Mt 28.20).

2. EVANGELISTA tem como alvo o perdido PECADOR.

Evangelista que vive pregando dentro de igreja para 99,9% de ouvintes já conhecedores da Graça salvífica... estranho, não? E os becos, valados, excluídos, doentes e desorientados?

3. EVANGELISTA não aparece.

O que tem se visto ultimamente são holofotes para vasos de BARRO, que esquecem esta sua ESTRUTURA e procuram os louros e coroas para si. Esquecem que a declaração de João Batista (convém que Ele cresça e eu diminua – Jo 3.30) é tão viva quanto na época em que foi verbalizada diante das pessoas.
É tanto chamariz que fica fácil discernir quem é SERVO (gr. doulos) ou ATOR (gr. hupocretes).

4. EVANGELISTA é AMIGO do pastor.

Como sabiamente disse Dr. Josué Yrion: "evangelista ganha, pastor cuida". Um dependendo do outro para o bom e sadio crescimento (Ef 4.11,12) da ekklesia do Mestre.

5. EVANGELISTA é dom do ESPÍRITO.

Não nasce da oratória, da afinidade, da simpatia. O Espírito de Cristo é quem separa, consagra, cuida e prospera a chamada.
 
 

Infelizmente, assim como o dom do EVANGELISTA, os demais DONS estão sendo banalizados por conta de um sistema que, como câncer tem procurado consumir a Noiva do Cordeiro. A estes (seja o cargo que for) que se acham alguma coisa, um lembrete: "de D'us não se zomba. O que for plantado será colhido - Gl 6.7".



D'us é o Guarda Fiel de Seu Povo!!!

Com Temor e Tremor,

Ir. Márcio Cruz

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

ANTIGAMENTE...




ANTIGAMENTE ser honrado não era ganhar bens. Nesse tempo, bastava ser fiel a D’us, e Este transformava presidiário em Governador.

ANTIGAMENTE não era preciso fundo musical para pregador. Nesse tempo o Espírito Santo agia livremente, sem “ajudinhas”.

ANTIGAMENTE não havia tantos aplausos. Nesse tempo, expressões como “Glória a D’us!” e “Aleluia!” eram correntes.

ANTIGAMENTE bastava ao povo “feijão com arroz”. Nesse tempo, o povo vivia bem alimentado e bem nutrido.

ANTIGAMENTE dramatizações acerca do Reino, não arrancavam risadas e gargalhadas. Nesse tempo, almas se quebrantavam, havia choro e mudança.

ANTIGAMENTE não era preciso passar uma “eternidade” chamando os pecadores ao arrependimento. Nesse tempo, bastava um sermão simples, de alguém simples, para quase 3.000 pessoas, sem apelo algum, entregarem suas vidas ao Rei Jesus.

ANTIGAMENTE não havia adaptações e adereços ao Evangelho. Nesse tempo, se dava a vida para manter a integridade e a santidade da Igreja.

ANTIGAMENTE os conflitos não eram por posições, status e impérios. Nesse tempo era um o coração e a alma dos que criam.



ONDE FOI PARAR ESTE TEMPO?

Quem for inteligente, entenderá o texto!!!

Ir. Márcio Cruz

sexta-feira, 22 de abril de 2011

AMANDO A JESUS



"Dentre várias razões de por que amar a Jesus, quero apresentar apenas três. A intensidade de seu relacionamento com Ele, revelará as outras tantas razões de por que amá-Lo. Descobri-las nos traz transformações incríveis, transformações estas que nos levam a uma dimensão maior, mais consistente, forte, duradoura e verdadeira de entrega, amor, devoção, adoração, temor e tremor ao Nosso Senhor Jesus Cristo".



1ª Razão: Ler Jo 1.1-3
Lendo Gênesis, vemos o cuidado do Criador em preparar o melhor para o homem, dando a este a mordomia de ser o manager (gerenciador) da criação. Neste mesmo livro (3.15), o próprio Criador, ao ver a situação deplorável que se encontrara o homem após tê-Lo desobedecido, promete A (não uma) solução. Que prova de amor (Rm 5.8).


2ª Razão: Ler At 16.38
A vida de Jesus foi viver para os outros (Is 61.1-3; Mt 18.11). Estes que viviam “dando coice” (Lc 19.44). A força motriz que ardia em Seu coração (amor altruísta), que o impulsionava, era o fator chave para que Ele se entregasse na cruz pelo homem (Is 53.10,11: “Jesus ainda está te esperando”). Este amor ainda hoje é um grande ímã para todo aquele que detém sua visão na cruz do Calvário (Jo 1.29; 12.32).

Ele não suportava as dores alheias:
· Deu comida: Mc 6.41;
· Deu vida: Lc 7.14; Jo 11;
· Deu esperança: Mt 8.13; Mc 7.29; Jo 14.1-3;
· Consolou: Lc 7.13,48;
· Amou: Jo 15.13


3ª Razão: Ler Mt 28.20; Jo 14.16-18
Jesus prometeu estar conosco (Mt 28.20) através de Seu Espírito Santo (Jo 14.16-18). Ele continua o mesmo (Hb 13.8). Quem e o que precisa mudar, somos nós com nossas vãs e pretensas filosofias e achismos. Quando isto ocorre, nossa vida muda, nossas esperanças se renovam e com alegria aguardamos o Grande Dia em que Ele voltará para levar para junto de Si, aqueles a quem Ele amou e que retribuíram o Seu amor de forma sincera.



Você de fato (ainda) O ama?
 
No Amor do Pai,
 
Ir. Márcio da Cruz

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

DE VOLTA PARA O ALTAR

 

 

UMA VIDA INCOMUM


O livro de Atos dos Apóstolos sempre me fascinou, pois me ensina coisas grandiosas sobre a Igreja de Jesus. Vejo, neste livro, princípios imutáveis para o povo de Deus. Princípios estes que precisam ser aplicados à prática cristã atual e enquanto existirmos como igreja aqui no mundo.



Entre outras coisas, o livro de Atos ensina-me que a Igreja de Cristo não lutava pela sobrevivência, mas por avivamento. Morrer não era o problema. O problema era a Igreja não estar viva. Folheemos as páginas de Atos, e não encontraremos os servos de Cristo fazendo a mínima questão de se manterem vivos. Para aqueles cristãos, era a obra que tinha de manter viva, ainda que para isso houvessem de morrer. Basta olharmos para homens como Pedro, João, Silas, Tiago, Estevão, Paulo e muitos outros. As perseguições não os fizeram recuar um passo sequer. A Igreja mantinha-se viva porque seus membros estavam dispostos a morrer pela continuidade da obra. Mesmo depois dos tempos apostólicos, essa disposição pôde ser ainda notada por mais alguns séculos.


Para mim, a disposição de se entregar à morte por amor a Cristo, demonstrada por aqueles crentes, provinha da qualidade de sua vida espiritual. Eram homens e mulheres santos. Mantinham-se na dimensão espiritual inaugurada com a descida do Espírito Santo no Pentecostes; suas vidas refletiam a santidade de Deus. Como Jesus lhes era maravilhosamente real, morrer não lhes era a pior coisa, desde que a Igreja continuasse viva. Se ela morresse, isso sim seria desastroso. Morrer significava-lhes estar com Cristo para sempre na glória do Pai; isso era o bem supremo da Igreja.


Viver numa comunidade estéril e descompromissada com o reino de Deus, era-lhes como experimentar a morte. Eles não queriam isso para si mesmo, nem à Igreja de Cristo.


Hoje, parece-me que a coisa mudou e muito. Há igrejas que lutam apenas pela sua mera sobrevivência. Para alguns, a “vidinha espiritual” que levam aos domingos é o suficiente. O medo de morrer substituiu o medo de se ter uma igreja morta. Já não se luta por avivamento, mas por se ter uma vida cômoda e próspera.


Estamos tornando-nos humanistas cristãos, pois o homem está sendo colocado no centro de tudo. O importante é que “eu esteja feliz e próspero”; o resto é resto.


Examinando muitos cultos cristãos praticados hoje, percebemos claramente que o seu objetivo principal é dar prazer a quem deles participa, e não glorificar a Deus. Não passam de entretenimentos religiosos. Muita coreografia e pouca vida.


O comprometimento dos cristãos com a causa de Cristo é quase nenhum. Ninguém mais há que esteja disposto a morrer para que a Igreja se mantenha viva. Pelo contrário, querem se manter vivos, mesmo que, para isso, a Igreja tenha de morrer. Nenhum “eu” é mortificado por amor a Cristo e sua Igreja.


Nossa alienação, comodismo e mundanismo podem manter-nos vivos, mas matam a Igreja. Os inimigos de Cristo já não nos combatem como antes; com isso a Igreja vai perdendo a guerra contra as forças das trevas. Enfim, estamos vivos e a Igreja morrendo.


Encontramo-nos neste estado por falta de santidade. Temos a salvação pela graça, mas parece que isso já basta para a maioria. O Espírito que santifica deixou de ser desejado. E o que temos é um povo frio, amedrontado e conformado com o atual estado de coisas.


Um povo santo não pode aceitar nada menos do que viver de modo santo, pelo qual glorificará o seu único Senhor, cuja santidade é sem limites. Em Levítico 11.45 lemos: “... portanto vós sereis santos, porque eu sou santo”. Quando a Igreja perde de vista essa ordem, descamba para o secularismo e volta-se para si mesma, gerando a própria morte.

 

 

Extraído do livro Um Grito Pela Santidade, José Armando S. Cidaco, CPAD, 1995, páginas 23-25.



Analise bastante sobre o que leste e faça alguma coisa em prol da pureza da Noiva do Salvador.


Ir. Márcio Cruz

domingo, 17 de janeiro de 2010

O PERFIL DO OBREIRO DO REINO DE DEUS

2Timóteo 2.15: “Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.

"Quando se volta para a Vontade de Deus, a produção é certa!!!”


 




Incomum: [Do lat. tard. incommune.] - Adjetivo de dois gêneros.
Não comum; fora do comum.

À procura de realizar algo para que a obra de Deus cresça, muitos hoje valem-se de cronogramas, estratégias que mais lembram uma empresa do que uma igreja (nada contra, afinal, sem ordem a casa cai!).

Se quisermos alcançar o testemunho que os antigos obtiveram (Hb 11.2), olhemos para o passado e aprendamos com aqueles que receberam a aprovação do Senhor da seara.

O ponto de partida para o obreiro atual, sempre terá saída no Livro de Atos. Deter-se apenas em livros seculares sobre organização, administração, contabilidade, relações humanas (deixando claro que todos eles são válidos), sem uma vida interior dirigida, controlada pelo Espírito de Deus e Sua Palavra, levará o obreiro da seara a:
  • Ser apenas um intelectual;
  •  Não possuir vida em si, ficando assim impossibilitado de transmitir a vida de Deus:
  • Acabar sendo vítima do sistema negro do capitalismo, olhando cifrõe$ ao invés de ovelhas;
  • Tratar as pessoas como meras mercadorias para vaidade e promoção pessoal.

Para que haja o resultado esperado pelo Senhor, precisamos aprender a viver quatro diretrizes. São atitudes “velhas”, mas que sempre foram o diferencial nos avivamentos que ocorreram ao redor do mundo. São eles:


1. O obreiro precisa ter uma vida de oração incomum – 1Rs 18.36-38 (oração curta e com efeito maravilhoso).
O nosso maior exemplo de oração é o Senhor Jesus (Ele próprio ensinou a orar - Mt 6.9-13). Sua vida terrena foi pautada pela oração. Sigamos também o exemplo da Igreja Primitiva (At 4.31; At 6.6 ; 14.23 ; 28.8).

 
2. O obreiro precisa viver comunhão com seus companheiros – Fp 2.3
Voltemos ao exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele deu o exemplo de humildade ao lavar os pés dos Seus discípulos (Jo 13.14). Aliás, Ele mesmo convidou a aprender com Ele a sermos humildes (Mt 11.29).


3. O obreiro precisa de experiências com o Espírito Santo – Todo o livro de Atos
Quem pode enumerar as ricas experiências dos apóstolos, em especial Paulo? A doutrina do Paracleto foi desenvolvida pelo apóstolo dos gentios, prova de que ele vivia uma intimidade com o Espírito do Senhor que precisa ser resgatada pelo obreiro atual.


4. O obreiro precisa crer nas promessas do Senhor e aguardar o Seu cumprimento – At 1.4,14; 2.2-4
A Bíblia deixa bem explícito que “sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”(Hb 11.6).
Portanto a fé precisa ser estimulada, regada, alimentada pela Palavra de Deus, que é a fonte da verdadeira fé (Rm 10.17).
 
Agora, vivamos estes passos e desfrutemos das bençãos que o Senhor da seara realizará em nosso ministério pessoal.



É a minha oração para cada um.
Ir. Márcio da Cruz