Rádio Hinos Inspirados


Mostrando postagens com marcador Testemunho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Testemunho. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de julho de 2020

EXPERIÊNCIA COM DEUS



Quem passa por uma profunda experiência com Deus, JAMAIS volta a viver aquém daquilo que um dia experimentou. A não ser que esse alguém permita que a carne sobrepuja a direção do Espírito Santo, afinal, “a carne luta contra o Espírito, e o Espírito luta contra a carne, porque são opostos entre si” (Gl 5.17).

Paulo foi um exemplo prático de quem viveu e pôde transmitir não somente os ensinos, mas exemplos vivos daquilo que ensinava. Era alguém que imitava a Jesus (1Co 11.1).

Observemos o que ele disse em três de suas cartas. Elas seguem uma sequência cronológica e revelam algo interessante.

São elas:

1. “Conheço um homem em Cristo que há catorze anos foi arrebatado ao terceiro céu. Se foi no corpo ou fora do corpo, não entendo exatamente, Deus o sabe. Mas sei que esse homem, se isso ocorreu no corpo ou fora do corpo, não sei, mas certamente Deus o sabe, foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inexprimíveis, as quais não é concedido ao homem comentar (ouviu palavras indizíveis, que homem nenhum tem permissão para repetir - NAA)”. 2ª Coríntios 12.2-4 KJA

2. “Pensem nas coisas lá do alto, e não nas que são aqui da terra.” Colossenses 3.2 NAA

3. “Combati o bom combate, completei a corrida, perseverei na fé! Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me concederá naquele Dia; e não somente a mim, mas certamente a todos os que amarem a sua vinda.” 2ª Timóteo 4.7,8 KJA


PANORAMA: A carta aos Coríntios foi escrita por volta de 56dC, colocando-a anterior à carta aos Colossenses, que foi escrita por volta de 62dC e 2ª Timóteo por volta de 64dC.

Aos coríntios ele revela uma experiência sobrenatural, transcendente e única. Mais tarde, aos colossenses dá uma orientação maravilhosa: “Pensem nas coisas lá do alto”. Por quê? O que ele viu lá no alto para desejar que os colossenses pensassem nas coisas do alto? E, despedindo-se de Timóteo ele diz: “me está guardada a coroa da justiça [...] e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda (NAA)”. O que ele lembrou à beira da morte para transmitir tamanha convicção e fé quando prestes a morrer?

O que percebemos entre ambas declarações?

Partem de alguém que passou há alguns anos por algo que mudou a sua vida poderosamente. Essa reviravolta começou no caminho para Damasco, quando se encontrou com Jesus (At 9.3-5). Mais tarde, teve uma guinada sem limites quando viu coisas e ouviu coisas que não lhe foi permitido falar. Somando-se a isto as palavras que ouviu do Senhor: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co 12.7 ACF)

O que ele viu e ouviu? Não sabemos, mas podemos ver que isto mudou radicalmente a vida do apóstolo nascido fora do tempo (1Co 15.8).

Foram experiências que o levaram depois disso a fazer declarações incríveis, plenas de fé, confiança, amor e piedade ao Reino e ao Deus deste Reino. Quem não conhece o “Alegrai-vos no Senhor. Outra vez digo: alegrai-vos”? (Fp 4.4). Filipenses foi escrita por volta de 62dC.

Se você teve alguma experiência com Deus e depois disso, arrefeceu a chama, peça a Ele para reavivar esse fogo para que voltes a ter uma vida plena da convicção do Espírito em sua vida e possa dizer como Paulo: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé”.
 
 
Em Cristo,
 
Ir. Márcio da Cruz

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

DE VOLTA PARA O ALTAR

 

 

UMA VIDA INCOMUM


O livro de Atos dos Apóstolos sempre me fascinou, pois me ensina coisas grandiosas sobre a Igreja de Jesus. Vejo, neste livro, princípios imutáveis para o povo de Deus. Princípios estes que precisam ser aplicados à prática cristã atual e enquanto existirmos como igreja aqui no mundo.



Entre outras coisas, o livro de Atos ensina-me que a Igreja de Cristo não lutava pela sobrevivência, mas por avivamento. Morrer não era o problema. O problema era a Igreja não estar viva. Folheemos as páginas de Atos, e não encontraremos os servos de Cristo fazendo a mínima questão de se manterem vivos. Para aqueles cristãos, era a obra que tinha de manter viva, ainda que para isso houvessem de morrer. Basta olharmos para homens como Pedro, João, Silas, Tiago, Estevão, Paulo e muitos outros. As perseguições não os fizeram recuar um passo sequer. A Igreja mantinha-se viva porque seus membros estavam dispostos a morrer pela continuidade da obra. Mesmo depois dos tempos apostólicos, essa disposição pôde ser ainda notada por mais alguns séculos.


Para mim, a disposição de se entregar à morte por amor a Cristo, demonstrada por aqueles crentes, provinha da qualidade de sua vida espiritual. Eram homens e mulheres santos. Mantinham-se na dimensão espiritual inaugurada com a descida do Espírito Santo no Pentecostes; suas vidas refletiam a santidade de Deus. Como Jesus lhes era maravilhosamente real, morrer não lhes era a pior coisa, desde que a Igreja continuasse viva. Se ela morresse, isso sim seria desastroso. Morrer significava-lhes estar com Cristo para sempre na glória do Pai; isso era o bem supremo da Igreja.


Viver numa comunidade estéril e descompromissada com o reino de Deus, era-lhes como experimentar a morte. Eles não queriam isso para si mesmo, nem à Igreja de Cristo.


Hoje, parece-me que a coisa mudou e muito. Há igrejas que lutam apenas pela sua mera sobrevivência. Para alguns, a “vidinha espiritual” que levam aos domingos é o suficiente. O medo de morrer substituiu o medo de se ter uma igreja morta. Já não se luta por avivamento, mas por se ter uma vida cômoda e próspera.


Estamos tornando-nos humanistas cristãos, pois o homem está sendo colocado no centro de tudo. O importante é que “eu esteja feliz e próspero”; o resto é resto.


Examinando muitos cultos cristãos praticados hoje, percebemos claramente que o seu objetivo principal é dar prazer a quem deles participa, e não glorificar a Deus. Não passam de entretenimentos religiosos. Muita coreografia e pouca vida.


O comprometimento dos cristãos com a causa de Cristo é quase nenhum. Ninguém mais há que esteja disposto a morrer para que a Igreja se mantenha viva. Pelo contrário, querem se manter vivos, mesmo que, para isso, a Igreja tenha de morrer. Nenhum “eu” é mortificado por amor a Cristo e sua Igreja.


Nossa alienação, comodismo e mundanismo podem manter-nos vivos, mas matam a Igreja. Os inimigos de Cristo já não nos combatem como antes; com isso a Igreja vai perdendo a guerra contra as forças das trevas. Enfim, estamos vivos e a Igreja morrendo.


Encontramo-nos neste estado por falta de santidade. Temos a salvação pela graça, mas parece que isso já basta para a maioria. O Espírito que santifica deixou de ser desejado. E o que temos é um povo frio, amedrontado e conformado com o atual estado de coisas.


Um povo santo não pode aceitar nada menos do que viver de modo santo, pelo qual glorificará o seu único Senhor, cuja santidade é sem limites. Em Levítico 11.45 lemos: “... portanto vós sereis santos, porque eu sou santo”. Quando a Igreja perde de vista essa ordem, descamba para o secularismo e volta-se para si mesma, gerando a própria morte.

 

 

Extraído do livro Um Grito Pela Santidade, José Armando S. Cidaco, CPAD, 1995, páginas 23-25.



Analise bastante sobre o que leste e faça alguma coisa em prol da pureza da Noiva do Salvador.


Ir. Márcio Cruz