Rádio Hinos Inspirados


domingo, 1 de março de 2015

MANIFESTAÇÕES E MANIPULAÇÕES




Mateus 22.29

1. Jesus respondeu: "Vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus! (NVI);

2. Mas Jesus lhes disse, havendo respondido: “Estais sendo enganados- feitos- extraviar, não tendo conhecido as Escrituras, nem o poder de Deus. (LTT2009);

3. Jesus, porém, lhes respondeu: Errais, não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus. (ARA);

4. Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. (ARC);

5. Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. (ACF);

6. Jesus respondeu: — Como vocês estão errados, não conhecendo nem as Escrituras Sagradas nem o poder de Deus! (NTLH);

7. Mas Jesus disse: "O erro de vocês é causado pela ignorância das Escrituras e do poder de Deus! (NBV);

8. Jesus, porém, lhes respondeu: Errais, não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus; (ARM1967);

9. Jesus respondeu: "Vocês estão enganados, porque não conhecem as Escrituras, nem o poder de Deus. (CEP);

10. αποκριθεις δε ο ιησους ειπεν αυτοις πλανασθε μη ειδοτες τας γραφας μηδε την δυναμιν του θεου (TR);

11. Então Jesus lhes esclareceu: “Vós estais equivocados por não conhecerdes as Escrituras nem o poder de Deus! (KJA);

12. Yeshua lhes respondeu: “Vocês estão enganados porque desconhecem o Tanach e o poder de Deus!”. (BJ);

13. Respondeu-lhes Jesus: errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. (AEC).



Já faz tempo, muito tempo que Satanás anda em derredor do povo de Deus procurando uma brecha para atacá-los e aprisioná-los. Desde a instituição oficial da Igreja na terra após o episódio do Pentecostes, várias foram as tentativas dele para exterminar a Noiva do Cordeiro, usando para isto diversos meios, crueis e muitas vezes, sorrateiros.

Detendo-me no cenário brasileiro, constataremos o que vem acontecendo na Igreja Brasileira de forma lamentável e preocupante.

O que temos visto de forma intensa nas mais diversas denominações, sejam elas pequenas ou grandes, é assustador. A distância que elas estão dos padrões do Novo Testamento para a Igreja é alarmante.


O apóstolo Paulo deixou dois capítulos INTEIROS específicos e diretos sobre a Ordem no Culto e o uso dos Dons Espirituais para a edificação do Corpo de Cristo entre os homens. São eles os capítulos 12 e 14 de sua carta aos coríntios!

Não, amado irmão. O presente artigo não será um tratado acerca da Pneumatologia e da Paracletologia. Quero tratar sobre pregações, movimentos, canções e testemunhos que maquiados, estão amarrando o rebanho do Mestre a costumes contrários à Palavra Santa do Deus Eterno e pior, são apresentados como operações do Espírito Santo de Deus!

São elas:

· Repetições infinitas das mesmas canções e/ou pout-pourris
Geralmente são canções de acordo com o tema explanado, massificando assim, a ideia de que tudo acontecerá como num passe de mágica ou esfregar da lâmpada. Essas canções após sucessivas repetições, acabam atuando como um botão ON, onde o subconsciente dispara e a pessoa começa a fazer aquilo que lhe foi sugestionado, pois foi gravado no interior dela a ligação de uma ação com aquela canção.

· Palavras-chave e frase de efeito para ação com e entre o público
Palavras ditas durante toda a oratória e repetidas sempre dentro de uma métrica, onde a entonação dá força ao argumento exposto. De forma estratégica, elas geralmente são liberadas após a explanação de um tópico dentro da palestra. Exemplos de palavras-chave:
  • Levante a mão, toque no irmão ao seu lado e declare, profetize!
  • Repita alto! Alguns ainda dizem “que é pro diabo ouvir!”.
  • Declare alto! Dizem que gritar é pra demonstrar fé inabalável. Lembra um lutador de artes marciais que grita pra liberar o tchi e assim impor medo ao oponente.
  • Profetize bem alto! Esta é a campeã! Lidera soberana as frases de efeito, como se profecia fosse fórmula mágica!
 · Trilha sonora específica para manipular as emoções
Um tecladista com as linhas melódicas próprias que em sua estrutura, conseguem alterar o sentido do cérebro e fazendo com que a pessoa entre em um estado psicológico onde o palestrante consiga semear seus intentos.
*Musicoterapia - É o uso de música e de seus elementos - som, ritmo, melodia e harmonia - para a reabilitação física, mental e social de indivíduos ou grupos. O musicoterapeuta pesquisa a relação do homem com os sons para criar métodos terapêuticos que visem a restabelecer o equilíbrio físico, psicológico e social do indivíduo.

· Gestos coordenados para manipulação no público
A linguagem corporal - somada à palavras e frases específicas - é fundamental para o envolvimento emocional do público. Afinal, os olhos são a entrada para a alma!

· Sugestividade para a prisão da atenção do público alvo
A “sugestão” é a influência psicológica de um indivíduo sobre outro. O termo é associado às ideias de bruxaria e de práticas diabólicas. Bernheim Henry (1886) considerava que a hipnose nada tinha haver com doença, e sim como um estado psicodinâmico normal, produzido pela sugestão. Já Freud (1891) demonstrava que os pacientes em estado hipnótico, voltavam a reviver experiências traumáticas. E assim, poderia curá-los por meio da sugestividade.

· Citações de fontes turvas
Como servos (gr. doulos) do Deus Altíssimo, não nos é vetada a leitura de material para enriquecimento tanto intelectual como teológico. Porém, essa leitura deve ser cuidadosamente escolhida. Como disse certa vez, Pr. Antônio Gilberto: “Não precisa ter muitos livros. Basta ter livros bons!”. Quando se bebe de fontes extra-bíblicas, há um perigo: o de adoecer. Esta mesma água sendo compartilhada, contamina outros e assim por diante.


E estas coisas são reflexo de uma única causa: RELAXAMENTO ESCRITURÍSTICO!

O profeta Isaías alerta muito bem o que acontecerá ao virarmos as costas para Deus, quando ele diz “o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento” (Is 5.13a). Já Oséias declara a razão de todo o sofrimento do povo de Deus ao declarar “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos” (Os 4.6). Observa-se que Oséias estende-se mais ainda, ao deixar claro que a responsabilidade do sacerdote era guiar o povo na Lei do Senhor, para que este seguisse os mandamentos e estatutos do Senhor Deus!

Qualquer semelhança com a situação da Igreja no Brasil, não é mera coincidência. A Palavra deixa os alertas para nós. Infelizmente, estes alertas tem sido negligenciados por aqueles a quem o Senhor constituiu como líderes do Seu Povo. Pedro ouviu o Senhor Jesus dizer: “Cuida dos meus cordeirinhos”, “Pastoreia as minhas ovelhas”, “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21.15-17). E isto foi dito após ele ser questionado por Jesus se de fato ele O amava.

Este mesmo cuidado e recomendação são encontrados em Paulo, quando em sua despedida da Igreja em Éfeso. Ele orienta os presbíteros a cuidarem do rebanho do Senhor que Ele comprou com Seu próprio Sangue, pois entrariam lobos vorazes no rebanho que não os poupariam (At 20.28-30). E no versículo 31, ele fala que alertou durante 3 anos sobre isso.

Reconhece-se o amor de um obreiro pelo Senhor e Sua obra, pelo modo como ele cuida do Rebanho do Sumo Pastor. Se tal obreiro para com os mandamentos e instruções Escriturísticas se mostra displicente, relaxado, autoritário e mercenário, este deve ser denunciado para evitar que os seus intentos alcancem proporções maiores para o Corpo de Cristo.

Para encerrar, Jesus orientou:

“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram. Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”. Mateus 7.13-23


Olhe! Vigie! Ore! (Mc 13.33)
Nem tudo o que reluz é ouro. Assim como nem todo o que diz “Senhor, Senhor!” provém do Reino do Altíssimo!


Na Paz que excede todo o entendimento
Ir. Márcio da Cruz

sábado, 17 de janeiro de 2015

MANTRAS GOSPEL

"Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer".
1Coríntios 12.7,11


Muitos vivem a criticar as seitas e religiões orientais pelo seu modo de se relacionar* com o "divino" e como alcançar a este. Exemplo real são os mantras que muitas religiões praticam em seus cultos, reuniões, encontros e rituais. Canções que acompanhadas por sinos, percussões, palmas levam os adeptos à entrarem em êxtase.
*assista o documentário Deuses da Nova Era. Não se espante com algumas coincidências.

Partindo desse ponto, me encaminho para o cenário da Igreja Evangélica Brasileira, onde muito desse estilo de cultuar oriental pode ser encontrado, ainda que de forma discreta, embaçada e em alguns lugares, escancarada mesmo!

Nós pentecostais, por bastante tempo criamos algumas "regras" que - diziam os antigos - favoreceriam o manifestar do Santo Espírito de Deus. Em alguns lugares ainda é possível verificar tal situação.

Ao citar trechos bíblicos, precisa-se verificar como, quando, onde e por quê, o escritor bíblico registrou tal fato e ver se o mesmo pode ser aplicado para o atual contexto nosso, século XXI.

Nestes últimos dias tem-se constatado que o ocorrido em muitos cultos está mais ligado à Psicologia/Psiquiatria do que à Escriturística. A Psiquê em detrimento do Logos. E é justamente aí que reside o perigo. Por falta de compreensão - ou preguiça mesmo -, muitos líderes tem colocado o povo para que ao toque de determinado comando, reaja segundo o objetivo proposto.

Não é teclando o modo repeat que vai fazer com que o Espírito Santo venha sobre o Seu povo e opere nele. Não são canções específicas tocadas e cantadas na forma repetitiva sem fim, que farão com que o Reino seja manifestado no meio da congregação. Louvor NÃO É mantra!!! O apóstolo Paulo deixa BEM CLARO que é o Espírito Santo que opera quando, onde, como e em quem ele quiser (1Co 12.7,11).

O fato ocorrido em Israel, quando na consagração do Templo de Salomão (1Rs 8.1-13) não deve ser tomado como base, pois o contexto é completamente diferente em relação à Dispensação da Graça/Espírito, assim como o fato registrado em 2Rs 3.15 não deve ser usado também como base, pelo mesmo motivo da primeira referência citada.

TUDO o que a Igreja precisa e DEVE saber em relação à gloriosa manifestação do Espírito Santo encontra-se nas Cartas Doutrinárias Paulinas, principalmente a 1ª Carta aos Coríntios, capítulos 12 e 14. Viver Paracletologia/Pneumatologia tendo como base primária o VT é perigoso, pois é clara a distinção da operação do Espírito em ambas dispensações.

Não precisamos de técnicas externas, seculares, místicas, espúrias e totalmente fora das Escrituras e Sua fiel interpretação. Chega de mistura, de morte na panela. O povo merece ser alimentado de verdade. Do contrário, continuaremos a ver zumbis (Ap 3.1) no meio da Ekklesia.


Lembremos: "NEM TUDO O QUE RELUZ, É OURO!!!"


Em Cristo,

Ir. Márcio da Cruz

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

OS OLHARES DE LÓ




“E tomou Tera a Abrão, seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai, sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã e habitaram ali. E foram os dias de Tera duzentos e cinco anos; e morreu Tera em Harã”. Gênesis 11.31,32 (ARC)

“E levantou Ló os seus olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes de o SENHOR ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar. Então, Ló escolheu para si toda a campina do Jordão e partiu Ló para o Oriente; e apartaram-se um do outro. Habitou Abrão na terra de Canaã, e Ló habitou nas cidades da campina e armou as suas tendas até Sodoma”. Gênesis 13.10-12 (ARC)

“Quando os tinham tirado para fora, disse um deles: Escapa-te, salva tua vida; não olhes para trás de ti, nem te detenhas em toda esta planície; escapa-te lá para o monte, para que não pereças. Respondeu-lhe Ló: Ah, assim não, meu Senhor. Eis que agora o teu servo tem achado graça aos teus olhos, e tens engrandecido a tua misericórdia que a mim me fizeste, salvando-me a vida; mas eu não posso escapar-me para o monte; não seja caso me apanhe antes este mal, e eu morra. Eis ali perto aquela cidade, para a qual eu posso fugir, e é pequena. Permite que eu me escape para lá (porventura não é pequena?), e viverá a minha alma”. Gênesis 19.17-20 (ARA)

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?”. Jeremias 17.9 (ARA)

“​Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo”. 1João 2.16 (ARA)


 
Quando criança, aprendi um corinho na Escola Dominical que dizia assim:
"Cuidado olhinho com o que vê!
 Cuidado olhinho com o que vê!
O nosso Salvador está olhando pra você!
Cuidado olhinho com o que vê!"


Ao analisarmos a vida de Ló, encontramos lições muito preciosas para nós, hoje. Como a Bíblia afirma “tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito (Rm 15.4)” e “Toda Escritura é divinamente inspirada (2Tm 3.16 - ARA)”, então, devemos atentar para o proceder dos que vieram muito antes de nós e aprender com seus passos.

Começando a nossa análise, surge a pergunta: “Quem autorizou Abrão levar seu sobrinho para a viagem rumo a Canaã?”.

A ordem de Deus foi expressa: “Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei (Gn 12.1)”. A palavra parentela fecha em definitivo a possibilidade de Abrão em tomar Ló, seu sobrinho e se tornar tutor dele, mesmo que a cultura da época o apoiasse. Era apenas Abrão e Sarai, sua esposa!

Essa atitude do patriarca acabou trazendo problemas. Para ele e para a sua descendência. Quando na saída do Egito, houve uma desavença entre os pastores de Abrão e os pastores de Ló, o que levou Abrão a dar ao seu sobrinho Ló, a opção de escolher uma terra para o seu patrimônio. Dr. Richards diz que “Ló agiu contra os costumes da época não dando a Abraão, seu tio mais velho, a primazia da escolha, ainda que Abraão a tivesse oferecido”.
 
Ló diante da oportunidade, cometeu o primeiro erro dele: Levantou os seus olhos e viu (Gn 13.10), ou seja, confiou nos próprios olhos! Como a razão dele estava ofuscada pela beleza da campina do Jordão, ele não conseguiu enxergar além, algo primordial: seus arredores! Apesar de crente verdadeiro (2Pe 2.7-8), Ló tinha um gostinho pelas coisas do mundo. Conforme alguém comentou: “Ló ficou com grama para seus rebanhos, enquanto Abrão ficou com graça para seus filhos”. O fato de os homens de Sodoma serem maus e grandes pecadores contra o Senhor não influenciou a escolha de Ló. E bem sabemos o resultado de tudo isso. Ló não conseguiu ter uma família funcional, não possuía moral e autoridade sobre os moradores da cidade e não cria de forma tão intensa como seu tio Abraão, nos mensageiros do Senhor.
 
Isto nos leva ao segundo erro na vida de Ló: Ah, assim não, meu Senhor! (Gn 19.18 - ARA)  Vê! Aqui perto há uma pequena cidade (Gn 19.20 - CEP).
Ao ser orientado pelo anjo do Senhor para fugir para o monte*, ele mais uma vez foi vencido pela emoção, ao se deixar dominar pelo medo. Achava que o monte indicado pelo anjo do Senhor não lhe daria a segurança que ele esperava. Então, ele negociou com o anjo, pedindo-lhe que este o permitisse ir para uma pequena cidade, crendo que nada aconteceria com ele. O que de fato aconteceu. Ele não foi vítima do castigo vindo sobre Sodoma e Gomorra, mas, teve que arcar com algo bem pior: o incesto praticado por suas filhas e os filhos nascidos desta relação, que tornaram-se mais tarde inimigos dos israelitas, descendentes de seu tio Abraão. Povos que atormentaram a vida de Israel: as mulheres moabitas seduziram os homens de Israel à imoralidade (Nm 25.1-3), e os amonitas ensinaram o povo a adorar o deus Moloque, inclusive com a prática do sacrifício de crianças (lRs 11.33; Jr 32.35).
 
O problema de Ló (como o de muitos de nós), foi no que e como ele viu. E este ver não está ligado à visão, mas às intenções do coração, que quando alimentado pela natureza caída herdada de Adão, colherá o que Paulo disse aos gálatas: Corrupção (Gl 5.8a).
 
Paulo disse que “andamos por fé e não pelo que vemos (2Co 5.7 - ARA)”. Lembremos também do fato ocorrido com Jesus, que estando sob intensa provação, Lhe foi MOSTRADO todos os reinos e glórias do mundo (Mt 4.8) e mesmo diante do exposto, Ele prosseguiu firme na vontade do Senhor, entregando-se a Ele irrestritamente, pois Seus olhos estavam fixos nAquele que tem o melhor para os Seus!

Que miserável figura a de Ló! Anteriormente tão rico e tão abençoado, por meio de uma escolha materialista foi reduzido a viver numa caverna onde sofreu a indignidade descrita em Gn 19.36. Tragédia, desgraça, desespero e morte estão sobre os seus epitáfios. "Não se enganem: ninguém zomba de Deus. O que uma pessoa plantar, é isso mesmo que colherá" (Gl 6.7 - NTLH). Sendo assim, o exemplo de Ló deve servir de alerta para nós de que não vale a pena deixar de confiar no Senhor e no que Ele tem para nós, por mais belo (campina) e/ou humilde (pequena cidade) que alguma coisa aparente ser. Sigamos o conselho do escritor aos hebreus: “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus”. Hb 12.2 (ARA)

 
No Amor de Cristo,
Ir. Márcio Cruz

 


*“Uma possibilidade, a mais aceita hoje em dia, é de que se deve identificar shadday com o vocábulo acadiano sadu, "montanha". Dessa maneira a tradução de 'êl shadday seria "Deus da montanha", ou seja, a morada de Deus. Deve-se entender a terminação ay como um sufixo adjetivo (e, por isso, a tradução "... da ..."), um aspecto morfológico agora demonstrado em ugarítico”. Partindo desse pressuposto, não seria espanto a orientação angelical para Ló e sua família. Sendo Deus, o Deus das Montanhas, a segurança de Ló estaria garantida.
 

Bibliografia

  • Bíblia Sagrada Almeida Revista e Atualizada- ARA
  • Bíblia Sagrada Almeida Revista e Corrigida - ARC
  • Bíblia Sagrada Católica Edição Pastoral - CEP
  • Bíblia Sagrada Nova Tradução na Linguagem de Hoje - NTLH
  • Comentário Adam Clarke - Gênesis
  • Comentário Bíblico Beacon, Gênesis - George Herbert Livingston
  • Comentário Bíblico do Professor - Lawrence Richard
  • Comentário Bíblico Expositivo AT, Pentateuco - Warren W. Wiersbe
  • Comentário Bíblico Moody - Charles F. Pfeiffe
  • Comentário Bíblico Popular AT - William MacDoanld
  • Dicionário Bíblico Strong - Léxico Hebraico, Aramaico e Grego
  • Dicionário Internacional de Teologia do AT - R. Laird Harris, Gleason L. Archer Jr., Bruce K. Waltk 
  • O Antigo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo, Gênesis - Russell N. Champlin 
  • O Novo Comentário da Bíblia, 1963 – F. Davidson
  • Pequeno Atlas Bíblico, Tim Dowley 
  • Série Cultura Bíblica AT, Gênesis - Introdução e Comentário - Derek Kidner